Portugal e Espanha estão fazendo um trabalho conjunto de divulgação de suas potencialidades turísticas, tendo em vista a proximidade do verão, a abertura dos jogos olímpicos da Grécia e a candidatura espanhola para sediar a Olimpíada de 2012.
Se em Portugal a porta de entrada na Europa se dá por Lisboa, na Espanha, Madri, é o ponto de convergência dos viajantes.
A cidade da dança flamenca, dos bares que abrem madrugada a dentro, dos museus premiados, das touradas e das grandes manifestações sociais, está arrumando a casa para receber ainda melhor os turistas.
Madri disputa com o Rio de Janeiro, Havana e Londres a primazia de sediar os jogos Olímpicos de 2012 e o que parece longe para nós, lá já se faz urgente.
Tanto assim que as autoridades hispânicas já atacam três frentes de modernização: locomotiva, esportiva e cultural. O Aeroporto de Madri, Barajas, está sendo ampliado, as linhas de trem de alta velocidade que ligam a Espanha a outros países europeus e as redes internas serão expandidas, os três museus da cidade - Prado, Thyssen-Bornemisza e o Reina Sofía interligados e uma imensa e estruturada vila olímpica será construída.
Hoje, Barajas recebe uma média de 35 milhões de passageiros ao ano. A meta é duplicar esse número através de 120 operações aéreas por hora. Para atender a demanda, tanto as pistas quanto os terminais de passageiros serão ampliados e modernizados, agilizando o processo de embarque, desembarque e conexões.
Além disso, o novo aeroporto facilitará a vida dos viajantes, já que terá conexões com a rede ferroviária espanhola e com as linhas de trens de alta velocidade, além dos metrôs e dos ônibus.
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Madri-Barcelona
Uma viagem Madri-Barcelona, por exemplo, poderá ser feita em apenas duas horas e trinta minutos. Da Capital também partem trens para muitos outros destinos, como Lisboa (a viagem dura em torno de nove horas), Sevilha e mais de uma dezena de cidades localizadas nas cercanias da Capital que merecem uma visita por serem histórica e culturalmente ricas.
Na área cultural, a grande mudança envolve a construção do Paseo Del Arte, um novo espaço cultural que deverá reunir os museus Reina Sofía, Thyssen-Bornemisza e o Prado.
Até o final do ano, o governo espanhol pretende entregar aos mais de 3 milhões de pessoas que anualmente visitam os museus, bibliotecas e auditórios, além de outros espaços físicos para tornar o passeio ainda mais agradável.
Amigos da arte poderão fazer pesquisas e participar de encontros em uma área expandida de 52 mil metros quadrados.