30 de maio de 2026
Bairros

Crianças do Ferradura terão esporte

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Na tentativa de promover a inclusão social de crianças de adolescentes pobres de Bauru, a Cadbury Adams, empresa produtora de confeitos e chicletes, anunciou ontem a implantação do programa Bate Bola em sua unidade local. Inicialmente, a iniciativa vai oferecer atividades esportivas e aulas de temas ligados à cidadania para os moradores do Ferradura Mirim com idade entre 5 e 18 anos.

A coordenadora do Bate Bola e gerente regional de Responsabilidade Social da empresa, Eliane Spolaor, explica que o programa vai atender, a princípio, 100 crianças e adolescentes do Ferradura Mirim, um dos bairros mais carentes da cidade e sem opções de lazer com cerca de 5.500 moradores. Uma escola está em construção no bairro, mas a obra está parada e a prefeitura não tem previsão de quando o prédio será concluído.

Para viabilizar o projeto, a Cadbury Adams firmou parceria com a Associação Amorós, do Ferradura, para o cadastramento das crianças e adolescentes. Até o final do ano, a intenção da empresa é contar com 500 participantes de Bauru. O lançamento do projeto, ontem, contou com o presidente da empresa no Brasil, Marcos Grasso, que até brincou com as crianças.

“Fizemos uma avaliação bastante apurada das entidades que pudessem mobilizar crianças e adolescentes, para fazer esse intercâmbio. Escolhemos o bairro por ser a região mais carente e não ter nenhum programa semelhante. Queríamos agregar valor a essa comunidade”, diz a coordenadora.

Segundo Spolaor, as crianças terão aulas duas vezes por semana, na área de lazer da própria Cadbury Adams, no Distrito Industrial 1. O transporte, os uniformes e o lanche também serão oferecidos pela empresa. “Também teremos voluntários ministrando palestras com temas educacionais, discutindo a cidadania de modo lúdico e motivando as crianças e adolescentes”, ressalta.

O programa Bate Bola já funciona na unidade da empresa em Guarulhos, e a coordenadora destaca que houve uma mudança notável no comportamento das crianças e adolescentes participantes, principalmente em questões de disciplina e de auto-estima.

Para a dona de casa Maria Mercês da Silva, cujo filho participará do programa, a iniciativa vai ajudar a quebrar preconceito para com as crianças do bairro. “O Bate Bola é fantástico e vai dar crescimento social para os nossos filhos, tirando as crianças da rua. Onde a gente mora, existe muito preconceito por ser um bairro muito carente. As crianças vão aprender a ter auto-estima e, no futuro, o projeto vai dar muitos frutos”, exalta.

O adolescente Luiz Gustavo Bernardes da Silva conheceu ontem a unidade e a área verde, onde ocorrerão os treinos. Ele comenta que o projeto vai oferecer uma opção diferente para as crianças que não tinham outras atividades além da escola. “O projeto é muito legal e faltam atividades no bairro, faltam locais assim, com campo, quadra, lugar para brincar. Vindo aqui, a gente também não vai ficar na rua, não fica com a cabeça vazia e ainda treina futebol”, diz.

As meninas Débora Ferraz e Karen Cristina dos Santos também estavam encantadas com o campo de futebol. “A gente vai vir treinar sempre aqui, porque o lugar é muito gostoso. Mas vai ter que levar o treino a sério”, diz Karen, rindo.