10 de julho de 2026
Regional

Polícia de Jaú apreende mais de 1tonelada de peças de linha férrea

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) apreendeu ontem pela manhã mais de 1 tonelada de peças que teriam supostamente sido retiradas da linha férrea sob concessão da Ferroban. Entre as peças de ferro estão parafusos, porcas, arruelas, e molas de vagão.

A apreensão ocorreu depois que A., 19 anos, e C., 49 anos (os nomes estão sendo preservados até a conclusão das investigações), tentaram vender cerca de 750 quilos do material, ontem, em um ferro velho de Jáu. O proprietário do estabelecimento desconfiou da procedência das peças e acionou a polícia. O caso ainda está sendo investigado.

De acordo com o delegado do 4.º Distrito Policial de Jaú, Euclides Francisco Salviatto Júnior, até ontem não havia confirmação se as peças eram apenas sucata ou produto de furto. “Provavelmente isso é sucata, por isso nem está sendo realizado flagrante”, adianta o delegado.

A dupla que estava tentando vender o produto informou à polícia que o material teria sido comprado de um morador do distrito de Potunduva, J.G.C, 44 anos. A polícia deslocou-se até o sítio do denunciado e localizou outras peças, totalizando cerca de 400 quilos. Além disso, no local, foram encontradas duas armas sem registro, que foram apreendidas. Os três envolvidos foram encaminhados para a delegacia.

“Esse morador alega que foi autorizado a pegar a peça por um funcionário (da Ferroban)”, diz o delegado. Segundo ele, na semana passada foi registrado no distrito um descarrilamento de sete vagões de uma composição férrea e, com o acidente, várias peças teriam sido inutilizadas.

“Entretanto a Ferroban diz, à princípio, que não deu esse material para ninguém. Então não dá para saber ainda se é um material furtado ou se é um material que foi danificado com o tombamento do trem e acabou sendo deixado na beira da linha”, diz.

Após prestarem depoimentos, A. e C. foram liberados. J. foi preso em flagrante por porte ilegal de armas e, segundo o delegado, seria liberado após o pagamento de fiança.