Lençóis Paulista - O coordenador municipal de Saúde, Norberto Pompermayer, informou ontem que foi aberta uma sindicância para apurar eventual falha no atendimento médico prestado pelo Pronto-Socorro (PS) a Carlos Alberto Miranda, 23 anos, vítima de espancamento.
Segundo ele, caso fique comprovado que houve negligência médica ou omissão de socorro, o responsável será punido.
Quanto a falta de tomógrafo no hospital, Pompermayer disse que o equipamento estava passando por manutenção, por isso não pôde ser usado. Segundo ele, mesmo com a tomografia o coágulo poderia não ter sido detectado naquele momento.
Sobre a atitude dos funcionários do serviço de resgate de não ter levado Miranda para o PS, apesar da condição precária dele, o coordenador de Saúde disse que não tem como obrigar uma pessoa a ir para o hospital.
Quanto a liberação do paciente na segunda-feira de manhã, Pompermayer disse que foi correta. Segundo ele, os sinais clínicos de Miranda estavam normais e estáveis, e isso justificava uma alta médica.
“O que aconteceu foi uma fatalidade. Não acredito que houve negligência nem omissão”, opinou.
A sindicância, segundo ele, será feita por uma comissão formada por três funcionários da Saúde, que não têm ligação com o PS.