08 de julho de 2026
Regional

Cadeia de Gália é desativada


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Gália – A Cadeia Pública de Gália (60 quilômetros a Oeste de Bauru) fechou as portas anteontem, depois de mais de três décadas de funcionamento. Vinte presos que estavam no local foram transferidos para o presídio de Garça e dois para Pompéia.

O prédio foi desativado por determinação da Delegacia Seccional de Marília. Procurado ontem pela reportagem, o titular da Seccional, Roberto Terraz, não aceitou conceder entrevista sobre o assunto. O mesmo posicionamento foi adotado pelo delegado responsável pela cadeia, Fernão Bolivar dos Santos, e pela direção do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), em Bauru, ao qual está vinculada a Seccional de Marília.

O motivo de desativação seria a falta de funcionários. Segundo o delegado titular de Garça, Ricardo Luiz de Paula Martines, uma portaria da delegacia geral do Estado exige nas cadeias um mínimo de dois carcereiros por plantão. Entretanto, a unidade de Gália não estaria conseguindo cumprir a determinação, já que contava com apenas cinco carcereiros para trabalhar em sistema de revezamento em turnos de 12 horas.

Além dos presos da própria cidade, o prédio de Gália atendia também toda a demanda de Fernão e os casos de prisões administrativas (por falta de pagamento de pensão alimentícia) encaminhados por Marília.

Segundo Martines, com a desativação da unidade, os criminosos de Gália e Fernão passarão a ser encaminhados para o presídio de Garça, que já atende os municípios de Lupércia, Álvaro de Carvalho, Alvinlândia e Júlio Mesquita.

Consultada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública informou ontem que a cadeia de Gália foi desativada temporariamente para sofrer reparos. A assessoria não soube detalhar que tipos de reparos seriam feitos no local ou quanto tempo a unidade permaneceria desativada.

Segundo um funcionário da Polícia Civil, que preferiu não ser identificado, o prédio de Gália possui boa infra-estrutura e o motivo da desativação seria a falta de recursos humanos. A unidade possui circuito interno de segurança e monitoramento por computador.

Garça

A cadeia de Garça tem capacidade para comportar 36 presos. Anteontem ela recebeu 20 novos detentos da cidade vizinha e passou a abrigar, no total, 62. Mesmo assim, Martines não avalia a situação como sendo problemática. “Eu já cuidava de 40 presos. Só estou cuidando de 20 a mais”, diz.

Além disso, segundo ele, quatro carcereiros de Gália foram transferidos para o quadro de funcionários da cadeia local. Com o reforço, o delegado acredita que os policias da cidade poderão se dedicar mais aos serviço de investigação.