A corrida contra os ponteiros do relógio que marca o calendário eleitoral não é motivo, pelo menos neste momento, de preocupação para cinco partidos que ainda não definiram as datas de suas convenções municipais. O PDT, PT, PV e o PPS preferem observar mais o cenário político e partidário antes de fechar qualquer data para festejar o lançamento de candidaturas.
A ressalva para esse comentário fica para o PSTU, que já anunciou que vai encarar a eleição municipal com a chamada “disputa limpa”, ou seja, não vai fazer coligações com outros partidos, nem no campo majoritário (prefeito) e muito menos no proporcional (vereadores).
O PSTU ainda discute quem vai ocupar a cabeça de chapa na disputa da Prefeitura de Bauru. Dois nomes são cotados: o do advogado Sandro Fernandes, conhecido pela sua atuação no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), e Iraci Borges, que já disputou a vaga de vice-prefeito na chapa encabeçada pelo sindicalista Roque Ferreira (PT), na eleição municipal de 1996. A indicação final, marcada para o próximo dia 24, deverá recair sobre Fernandes.
Enquanto o PSTU navega em mares serenos, o PDT rema contra a maré para encontrar um candidato a vice-prefeito na chapa do ex-deputado federal Tuga Angerami. O traumático rompimento com o PT colocou o partido na estaca zero no quesito aliança.
Os pedetistas conversam com o PFL, PL e PSB, mas ao final da prosa não surge fumaça branca na chaminé, indicativo de que algo de mais concreto tenha sido definido. Certo mesmo, é a parceria com o PP do ex-deputado estadual Carlos Braga, uma das alternativas para assumir a vaga de vice na chapa de Tuga.
Abandonado no altar pelo PDT, o PT – comandado por Estela Almagro e pelo vereador José Carlos Batata – também corre contra o tempo. Recuperado do trauma provocado pelos pedetistas, os petistas buscam um lugar no cenário político local para agrupar força. O que é certo é que a legenda vai ter candidatura própria a prefeito. As conversações, após o rompimento com o PDT, ficaram mais difíceis com os outros partidos.
Tranqüilos, dentro de um espírito harmonioso com a situação, o PV caminha para a eleição municipal observando a distância o desenrolar do cenário político. O prefeitável Clodoaldo Gazzetta – ex-secretário municipal de Meio Ambiente da gestão Tidei de Lima (1993/1996) - e seus companheiros verdes não colocam a escolha do vice como uma questão primordial para a disputa. O programa de governo que será apresentado à comunidade é o que ganha relevância no contexto da disputa.
Mesmo com todo desgaste gerado nos últimos seis anos, o grupo do prefeito Nilson Costa (PTB) vai arriscar a candidatura do chefe de Gabinete da Prefeitura, Antoniio Sérgio Marsola.
Nilson e Marsola vão poder contar com o PTB e o desconhecido PAN. Se não ocorrer imprevisto, o vice do chefe de Gabinete deverá sair do PTB. O nome do vereador Pastor Luiz é o mais cotado, embora o parlamentar esteja envolvido em investigações do Ministério Público que apura denúncias de viagens irregulares com carros oficiais da Câmara Municipal.