09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"Eis a questão: ser ou não ser burro"


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(Com minhas escusas a Shakespeare). Menos de seis meses para decidirmos os destinos de Bauru. A grande pergunta: para quem vamos entregar Bauru para sair dessa barafunda política e danosa que alimenta o revanchismo, o ódio, o sarcasmo, o cinismo, a hipocrisia e a traição, bandoleiras a serviço do mal? Do nosso voto depende a comunhão entre o Executivo e o Legislativo em beneficio único de Bauru. E para que essa comum união aconteça com uma necessária e sadia oposição, a decisão está em nossas mãos, no poder do voto da cada cidadão. São tantos os candidatos pré-anunciados para a prefeitura, tantos os candidatos à vereança, que milhares de votos serão desperdiçados em nomes sem qualquer expressão, talento e idealismo para assumirem as cadeiras representativas da comunidade que merecem a fidelidade e a lealdade dos seus ocupantes. “Ser ou não ser, eis a questão”. “Ser”: para o eleitor responsável, é simples e honesto. Votar com consciência apenas com a preocupação do bem da cidade e da sua sociedade. Votar pensando e desejando o crescimento de uma cidade digna que imponha o respeito pelos procedimentos dos seus governantes e legisladores. Que use o seu voto como ferramenta edificando o progresso e o crescimento da sua cidade em todas as áreas básicas para o desenvolvimento. Para isso, basta o eleitor usar a inteligência, o amor e o bom senso do bauruense honesto que ama realmente a cidade que tudo lhe serve.

“Não ser”: para o eleitor velhaco e interesseiro que vende o seu voto por interesses pessoais. Que quer porque quer ter lucro com o voto ou que se deixa enganar por promessas mentirosas de candidatados que oferecem empregos, casa própria, telhas, jogo de camisas para o time de futebol, churrascos com carnes de segunda e tantas outras baboseiras. São os que podemos chamar de desmoralizados e pobres transportadores do “voto burro” lançado estupidamente no lixo da ignorância e não nas urnas que escrevem a história positiva de Bauru. Questão: a tese fundamental para decidir entre o certo e o errado. Para analisar, refletir, meditar e concluir a decisão a ser tomada. Para não ser ignorante diante de situações claras e transparentes.

Com toda a certeza, existirão candidatos que farão por merecer votos. Com assado ilibado, com tradição de conduta honesta, limpos nos seus comportamentos e nas promessas coerentes que farão durante a campanha eleitoral. Em compensação, aparecerão os picaretas dos cheques sem fundos que só pensam em se eleger para aumentar seus saldos bancários e desfrutarem de um poder concedido por votos, repetimos, burros. Está sob o critério de cada eleitor resolver a sua questão: o desafio para votar entre o “ser ou não ser”, inteligente ou burro.

Munir Zalaf - RG 2.726.959