07 de julho de 2026
Regional

Número de presas é crescente

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A participação feminina nos vários tipos de crime é cada vez maior em Bauru e região. No tráfico, conforme foi detectado há tempos, elas exercem todos os papéis, desde o comando até a distribuição. Tidas como acima de qualquer suspeita, as mulheres também ganharam espaço nos crimes de roubo, especialmente no de carga, onde podem atrair os motoristas de caminhão para serem "fisgados" pelos seus comparsas.

O delegado seccional de Jaú, Benedito Antônio Valencise, confirma as informações. “Há dois anos a cadeia feminina tinha cinco presas, hoje temos mais de 40.”

Ele explica que as mulheres entraram para o tráfico de entorpecente e já têm espaço garantido nos crimes de roubo, especialmente no segmento de carga. “Elas pedem carona aos condutores e conduzem a situação para que seus comparsas pratiquem a ação.”

Valencise ressalta que algumas representantes do sexo frágil já estão em destaque e ganharam posições na criminalidade. “Algumas são integrantes de quadrilhas e o que nos preocupa é que elas, quando presas, ficam nas cadeias da região.”

A transferência de presas só ocorre quando o sistema penitenciário abre vagas na Capital.

O problema enfrentado pela Seccional de Jaú não é exclusivo, é o mesmo por que passa as seccionais de Bauru, Botucatu e Marília.

Na Seccional de Bauru, por exemplo, uma das cadeias masculinas, desativadas em função da instalação do Centro de Detenção Provisória, teve que abrigar as presas, uma vez que a cadeia de Cabrália Paulista não comportava o número crescente de detentas.

O titular da pasta, Antônio Ângelo Ciocca, diz que na região de Bauru, o presídio feminino de Cabrália Paulista foi suficiente por um longo tempo. “Em novembro de 2003 a população carcerária de Cabrália Paulista era 60 mulheres para um local com capacidade para 30.”

No final do ano passado, devido a superpopulação carcerária de Cabrália Paulista, a Seccional de Bauru ativou a cadeia de Duartina, desativada para os presos do sexo masculino. “Ativamos Duartina. Atualmente temos um total de 98 presas.”

Ciocca frisa que duas proposta foram feitas à administração superior, que encaminhou para a Secretaria de Administração Penitenciária. “Oferecemos o prédio da cadeia de Bauru para abrigar um Centro de Ressocialização feminino. Outra proposta é para a instalação de um Centro de Detenção Provisória feminino.”

A proposta foi aprovada pelo Deinter-4 e está em análise, com possibilidade de ser atendida, pela Secretaria da Administração Penitenciária, embora os pedidos não tenham sido respondidos oficialmente.