07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Implorando

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticamente implorou aos prefeitos, ontem, em Goiânia, que procurem viabilizar em Brasília os recursos da ordem de R$ 2,9 bilhões para financiamento de obras de saneamento. Estão aptos a solicitar a verba municípios com mais de 100 mil habitantes. Só para lembrar, Bauru já está na casa dos 330 mil habitantes, segundo última estimativa do IBGE, feita no ano passado.

• Licença eleitoral

A partir da próxima segunda-feira, o professor Tuga Angerami, do curso de psicologia da Unesp/Bauru, estará licenciado do cargo para disputar a prefeitura da cidade pelo PDT. A notícia, anunciada em alto e bom som na sessão legislativa de ontem, foi dada pelo vereador José Clemente Rezende (PDT). O pedetista rebateu, mais uma vez, os boatos de que o ex-deputado federal não vai se candidatar a prefeito. “É desespero dos concorrentes”, garante.

• Mais uma fita

Em discurso feito da tribuna da Câmara, na sessão de ontem, o vereador João Parreira de Miranda (PSDB) disse que já está chegando a hora de divulgar mais uma fita com gravações de conversas com membros do primeiro escalão da administração municipal. O tucano, porém, se limitou à ameaça, sem dar pistas do assunto e do nome do interlocutor gravado.

• Na mesma tecla

Nilson Costa (PTB) dedicou uma boa parte de seu tempo, no último final de semana, para tentar desmentir o que ele mesmo afirmou em relação à não explicada composição da dívida milionária que confessou em favor da CPFL no mês passado, num total de R$ 14,7 milhões. Nilson disse a colegas que o apóiam que, em outubro de 2003, rejeitou um acordo com a companhia por R$ 6 milhões, mas só relativo ao valor principal do débito.

• A outra confissão

Por falar em explicações, o prefeito Nilson Costa ainda não disse porque confessou outra dívida em favor da CPFL, em janeiro de 2000, de R$ 2,424 milhões, sem que se tenha conhecimento de processo administrativo interno a respeito do assunto. Será que ele assinou, de novo, sem autorização legislativa? O prefeito, por sinal, já dá indicações de que se a lâmpada estourar sobre essa dívida milionária, ele pode tentar responsabilizar seu Jurídico pela falta de contrato, falta de lei autorizativa, falta de empenho prévio, etc, etc.

• Extemporâneo

O vereador Toninho Garmes (PSDB) se antecipou ontem e advertiu, na tribuna da Câmara, que está de olho para que o Executivo não venha com um parecer extemporâneo e fora do processo para tentar defender que não seria necessária autorização da Câmara para jogar para o próximo prefeito a dívida que ele confessou e aceitou por R$ 14,7 milhões. Aliás, a primeira parcela vence na quinta-feira e o prefeito já avisou que suspendeu o pagamento.

• Cumprir a lei

Engraçado que o chefe do Executivo justificou atrasos na duplicação da avenida Edmundo Coube argumentando que na administração pública é preciso cumprir todos os trâmites legais, ou seja, prazos, contratos, legislação. Mas ele prefere raciocinar que se pôde pagar toneladas de carne para a merenda sem que os produtos tivessem sido entregues no ato, por que não pode confessar uma dívida sem contrato, sem lei autorizativa e que ele mesmo contestou pouco tempo antes?