11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Unesp vai parar amanhã e tentar novo acordo salarial

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Pela segunda vez neste mês, amanhã a Associação dos Docentes e Servidores da Unesp (Adunesp) fará uma paralisação de 24 horas no câmpus de Bauru. O objetivo é pressionar o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp) a avançar nas negociações da campanha salarial da categoria, já que nesta quinta-feira a entidade se reunirá novamente com o Fórum das Seis, em Campinas (SP), para tratar sobre a reivindicação de 16% de reposição de salários.

De acordo com o diretor da subseção sindical da Adunesp, Gilberto Magalhães, na primeira rodada de negociações ocorrida no dia 7 deste mês não houve nenhum avanço. Se durante a reunião de amanhã o Cruesp mantiver esse posicionamento, são grandes as chances de a universidade entrar em greve já a partir desta sexta-feira.

“No dia 7 o Cruesp acenou, de forma ultrajante para nós, com a proposta de 0% de reajuste. Ou seja, se negou a negociar e oferecer uma contraproposta. Já está marcada para o dia 21 - em Bauru será às 14h - uma assembléia unificada para avaliar a reunião desta quinta-feira. Se não houver avanços em Campinas, provavelmente decretaremos greve por tempo indeterminado já na sexta-feira”, diz Magalhães.

Alguns câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) já estão em greve: Ilha Solteira, desde o último dia 11, e Rio Claro, desde anteontem. Marília deve iniciar greve a partir de hoje, segundo o diretor da Adunesp. As assembléias são realizadas individualmente em cada câmpus, mas sempre que há rodada de negociação o Fórum das Seis - entidade que congrega os sindicatos de docentes e funcionários da Unesp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - divulga uma indicação para que o movimento ganhe força.

“As paralisações são o instrumento que temos para pressionar o Cruesp a negociar com o Fórum das Seis. Por enquanto, as reuniões têm sido utilizadas para tratar a questão da reposição salarial. A partir de junho serão feitas reuniões específicas para abordar os outros assuntos da pauta de reivindicações, como o nosso posicionamento de ser contra a precarização do ensino e defender a universidade pública”, ressalta Magalhães.

Segundo ele, cerca de 40 servidores do câmpus da Unesp de Bauru participaram da rodada de negociações do último dia 7. Para amanhã, o objetivo é, no mínimo, manter essa mesma quantidade na caravana que seguirá até Campinas. “Pelo entendimento geral, o movimento desta quinta-feira será mais forte”, avalia.

A diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) Elaine do Amaral Godoi diz que, em Bauru, a USP não vai aderir à paralisação de amanhã. Contudo, um grupo de servidores irá a Campinas para participar das negociações entre Cruesp e Fórum das Seis. “Nós não vamos parar porque a unidade de Bauru presta atendimento na área de saúde”, destaca.

De acordo com Elaine, os câmpus da USP em Ribeirão Preto, Piracicaba, Pirassununga, São Carlos e São Paulo irão aderir à paralisação desta quinta-feira, além da Unicamp.