07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

REVANCHE EM PARIS

Brasil e França fazem hoje, à noite em Paris, à tarde em nosso País, o duelo entre os dois últimos campeões mundiais (1998 e 2002). Um jogo muito badalado. Não sei quantas nações existem, mas acho que esse amistoso deverá ser mostrado para quase todo o planeta: 135 países e não 105, como afirmei ontem. Será o evento esportivo mais visto no mundo em todos os tempos. Uma das novidades da nossa Seleção será o uniforme usado durante o primeiro tempo: branco, idêntico ao da primeira partida oficial do Brasil, em 1914, quando venceu o time inglês Exeter City por 2 a 0, nas Laranjeiras. A Seleção Francesa, que a exemplo da Fifa comemora 100 anos, entrará com uma réplica do seu primeiro uniforme. A idéia foi da Fifa. No segundo tempo, o Brasil jogará com a tradicional camisa amarela, com detalhes verdes, que passou a ser adotada a partir da Copa de 1954. Após a derrota por 2 a 1 para o Uruguai, no Maracanã, na Copa de 1950, a camisa branca ficou com fama de azarada e foi aposentada pela então CBD, a Confederação Brasileira de Desportos. No final dos anos 70, a CBD virou CBF - Confederação Brasileira de Futebol. O amistoso entre as duas seleções mais bem colocadas no ranking da Fifa será realizado no Estádio France, o mesmo em que os brasileiros perderam por 3 a 0 para os franceses, na final da Copa do Mundo de 1998. O técnico Carlos Alberto evita qualquer revanche, mas entre os jogadores, especialmente os que atuaram no jogo de seis anos atrás, o clima é mesmo de vingança. O lateral-esquerdo Roberto Carlos disse que não ficará satisfeito nem mesmo com o empate. Ronaldo, um dos protagonistas daquela derrota, confirmou que a cabeça vai voltar no tempo seis anos.

BUSCANDO VAGA

O Palmeiras enfrenta o Santo André, precisando de uma vitória simples, ou até um empate em 0 a 0, 1 a 1, ou 2 a 2. Além de jogar em casa, e poder até empatar para seguir na Copa do Brasil, há mais um fator positivo a favor do Palmeiras para a partida desta noite. A última vez que o Verdão foi derrotado pelo Ramalhão foi em outubro de 1985, 1 a 0, no Palestra Itália, pelo Campeonato Paulista, justamente o resultado que o Santo André precisa quase 20 anos depois. No entanto, o time de Jair Picerni não perde dois jogos seguidos desde julho de 2003. Domingo passado, o Verdão foi derrotado pelo Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. De outro lado, Péricles Chamusca, do Santo André, tem um trunfo nas mãos para esta quinta-feira: o entrosamento do time. O técnico deve escalar a mesma equipe pela quarta vez consecutiva.

AZULÃO TEM PEDREIRA

São Caetano e Boca Juniors se enfrentam no ABC, naquele que é considerado o confronto mais equilibrado das quartas-de-final da Copa Libertadores. Para vencer a equipe argentina, o Azulão conta com boa média de gols sob o comando do técnico Muricy Ramalho. Nos 22 jogos em que ele comandou o time, o Azulão marcou 43 gols, média de 1,95 gol/por jogo. Na competição sul-americana, o time de São Caetano do Sul marcou em todos os jogos. A média da equipe no torneio é de 1,3 gols por partida. Aliás, desde que Muricy assumiu, só uma vez o São Caetano não marcou. Foi no último domingo, na derrota por 1 a 0 para o Figueirense. A justificativa é que o técnico escalou um time misto em Santa Catarina. Já o rival argentino é forte e perigoso. Uma pedreira para o Azulão e não traz boas recordações aos brasileiros. Principalmente quando a fase é mata-mata. A única vitória brasileira sobre o time portenho neste tipo de disputa na Libertadores foi em 1963. Na ocasião, o Santos de Pelé sagrou-se campeão do torneio sobre o rival. De lá para cá, foram só fracassos.

TRANQUILO

Como eu esperava o Deportivo Táchira num esquema ultradefensivo, até que o São Paulo conquistou ontem à noite, uma vitória mais tranquila do que se esperava: 3 a 0. O time venezuelano só saiu mesmo para o jogo depois que tomou o terceiro gol.

LISTÃO

A série de resultados negativos do Real Madrid vai começar a fazer vítimas no milionário elenco “galáctico”. Além do técnico Carlos Queiroz, uma lista de dispensa será feita quando a temporada acabar. A reformulação pode atingir o lateral-esquerdo Roberto Carlos e David Beckham. O inglês é o mais ameaçado. Os constantes compromissos publicitários e as viagens para a Inglaterra começam a cansar a diretoria do clube espanhol. O meia foi expulso no último jogo por reclamar, insistentemente, do árbitro. Demonstrando não se preocupar com a situação da equipe, Beckham viajou após o jogo para Londres, onde disputou uma partida de homenagem ao jogador Keown, do Arsenal.