08 de julho de 2026
Turismo

Um litoral recortado

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Participando ou não das atividades culturais, o turista que escolher Paraty para suas próximas viagens, encontrará à sua inteira disposição mais de 39 praias e 65 ilhas.

Além de uma infinidade de opções para quem quer se aventurar em caminhadas ecológicas por trilhas e cachoeiras.

O litoral da região, totalmente recortado, é um dos mais bonitos do Brasil. A viagem pela rodovia Rio-Sul “descansa os olhos, sossega as bocas e enche qualquer um de luz”, plagiando a música dos Titãs.

Além das paisagens de cartão-postal, o trecho entre Ubatuba-Paraty-Angra dos Reis é repleto de restaurantes de beira de estrada premiadíssimos, onde se come o melhor da cozinha caiçara com destaque para os cozidos e os peixes preparados na folha da bananeira.

Falando em banana, a culinária local dentro ou nos arredores da cidade é deliciosa, rica e diversificada.

Uma dica para quem voltar faminto do passeio matutino é o Banana da Terra, localizado na rua Dr. Samuel Costa, que oferece um cardápio repleto de pratos caiçaras e frutas da região.

Em frente ao cais, a referência é o Refúgio e seu prato de camarões com molho de mostarda. Perfeito para acompanhar uma cachacinha das boas.

Falando na “branquinha-que-passarinho não bebe”, a cachaça de Paraty tem mais de 400 anos de história. Muitas das marcas ali produzidas já alcançaram fama internacional.

Em agosto, durante o Festival da Pinga, que ocorre há mais de duas décadas, os visitantes podem provar as melhores produções dos sete alambiques existentes na região.

A pinga de Paraty até hoje é fabricada de maneira artesanal, com dornas de carvalho, fogo à lenha e alambiques de cobre.

O Festival da Pinga, criado pela Associação Comercial e Industrial de Paraty em 1983, foi incorporado à programação oficial de eventos elaborada pela Secretaria Municipal de Turismo e Cultura há 15 anos, atraindo milhares de turistas de várias partes do País.

Fazem parte do festival, os seis maiores fabricantes de cachaça do Sul do Estado do Rio de Janeiro: Coqueiro, Corisco, Maré Alta, Murycana, Vamos Nessa e Itatinga.

Atenéia Feijo e Engels Maciel, autores do livro “Cachaça Artesanal”, da Editora Senac, informam que quando o ciclo do ouro terminou no Brasil, Paraty dedicou-se totalmente à produção de aguardante de cana.

“Toda aquela região da Baía da Ilha Grande chegou a ter 150 engenhos e 10 mil escravos. No século 19, a fama do nome Paraty significava também cachaça especial. De primeira qualidade. Seria como se fosse o autêntico Champagne...”