11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Emprego formal fica estável em Bauru

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

O emprego formal em Bauru se manteve praticamente estável nos últimos quatro meses, em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que apontam os números de pedidos e pagamentos do seguro-desemprego para os trabalhadores da cidade. De acordo com a Delegacia Regional do Ministério do Trabalho, houve uma redução de menos de 2% no número de pedidos do benefício.

O decréscimo no número de parcelas pagas pela Caixa Econômica Federal (CEF) também é pequeno. Nos quatro primeiros meses deste ano, foram pagas 19.850 parcelas de seguro-desemprego em Bauru. O total é 4,5% menor do que a quantia de parcelas no mesmo período do ano passado. O valor total dos benefícios é maior, em parte, por conta do aumento do salário mínimo, que era de R$ 200,00 no início de 2003 e passou a R$ 240,00 em maio do mesmo ano.

De acordo com a gerente-geral da agência Bauru da Caixa, Selma Peres Rubira, em resumo somente os trabalhadores demitidos sem justa causa e que estiveram registrados por seis meses, antes da data de demissão, têm direito ao benefício. A estabilidade no número de pedidos do seguro-desemprego indicaria, portanto, a situação regular do mercado de trabalho na cidade, ainda com alto índice de desemprego - porém, sem crescimento.

Selma explica que o valor das parcelas varia de acordo com a renda anterior do trabalhador, e vai de R$ 240,00 a R$ 449,04. O número de parcelas é estabelecido de acordo com o período de registro. “Nós notamos que o benefício muitas vezes representa o prato de comida daquele trabalhador que está desempregado. Notamos a grande angústia nas pessoas que saem do mercado de trabalho e encontram dificuldades para voltar a um emprego formal”, aponta.

Elizemar Oliveira Silva, 25 anos, estava anteontem na fila da Caixa para recolher a última parcela de seu benefício. Ela relata que trabalhava em uma empresa de limpeza quando mudanças na estrutura da firma exigiram que ela se demitisse para ser novamente contratada. “Houve uma concorrência e eu ia ser contratada pela nova empresa, mas preferi que me mandassem embora. Estou recolhendo a quinta parcela hoje (anteontem)”, diz.

Ela afirma que o seguro-desemprego lhe ajudou durante os quatro meses em que esteve sem trabalho. “Não recebia nada além do benefício, que é uma grande ajuda para acertar o aluguel, as contas de luz e água e para as outras coisas também, quando é possível. Agora, estou arrumando outro serviço em um supermercado e acho que vai dar tudo certo”, comenta.

Fraude

O Ministério do Trabalho é o responsável pela entrada dos pedidos de seguro-desemprego e também pela checagem da continuidade dos benefícios. Segundo Selma, a Caixa não tem recebido pedidos de conferência da documentação dos trabalhadores que indiquem possíveis fraudes no pagamento dos benefícios. “O ministério é o responsável pela checagem e nós não temos tido notícia de fraudes ou problemas para os pagamentos. Quando a autorização chega para a Caixa, os trabalhadores desempregados já sabem que terão direito ao benefício”, esclarece.

Os beneficiários recebem as parcelas estipuladas do seguro-desemprego até serem novamente inseridos no mercado formal. “Se o trabalhador ficou mais de 16 dias do mês sem conseguir um novo emprego, ele terá direito a parcela referente àquele período. O benefício é exatamente para auxiliar e diminuir a angústia das pessoas que estão procurando por uma nova oportunidade”, conclui a gerente da CEF.