08 de julho de 2026
Bairros

Projeto quer tirar 70 crianças da rua

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O Grupo Empresarial de Apoio à Criança e Adolescente de Bauru (GEA) e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente estão convidando empresários, representantes de entidades e autoridades para o lançamento do projeto “Nenhuma Criança na Rua” no próximo dia 3, na subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Serão atendidas crianças e adolescentes que moram ou passam o dia nas ruas pedindo esmolas.

Em Bauru, existem quase 70 menores nas ruas, vivendo em situação de risco, segundo pesquisa feita pela Faculdade de Serviço Social da Instituição Toledo de Ensino (ITE) no ano passado. Para desenvolver o projeto, que prevê o atendimento dessas crianças e adolescentes em entidades, o GEA e o Conselho dos Direitos contam com a ajuda da comunidade.

Uma das formas de contribuir financeiramente com o projeto é destinar ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente porcentagem do Imposto de Renda devido (1% para pessoas jurídicas e 6% para pessoas físicas), explica Reinaldo Cafeo, coordenador do GEA. “No ano passado foram arrecadados R$ 150 mil com a campanha do Imposto de Renda, mas esse valor pode ser muito maior”, diz.

No dia 3, o GEA e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente vão explicar como o projeto “Nehuma Criança na Rua” vai funcionar visando incentivar os empresários e profissionais liberais a participar da campanha do Imposto de Renda. Olavo Pelegrina Júnior, Antonio Gerson de Araujo e Maria Emília Fabris, que representam entidades que integram o GEA, ressaltam que o dinheiro do Imposto de Renda é que dará condições de manutenção do projeto.

Para implantá-lo, o Conselho dos Direitos da Criança e Adolescente conta com R$ 140 mil da campanha do incentivo fiscal do ano passado e R$ 20 mil do orçamento municipal, reservado ao projeto pela Associação das Entidades Assistenciais e Promoção Social. A estimativa é que cada menor atendido custe em torno de R$ 200,00 por mês.

Para financiar o projeto, o GEA também pretende fazer uma campanha para doações voluntárias entre pessoas físicas e jurídicas e implantar um sistema de cofres em estabelecimentos comerciais, como supermercados, para arrecadar o dinheiro que as pessoas dariam às crianças nas ruas caso elas não fossem atendidas em entidades.

O GEA foi criado em março de 1996 a partir da iniciativa de entidades empresariais, entidades de classe e sindicatos. Seus representantes atuam junto à comunidade e ao poder público para levantar recursos financeiros e materiais ao atendimento de crianças e adolescentes pobres ou em situação de risco.

Já integram o GEA a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sebrae, Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (Senac), Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc), Sindicato dos Contabilistas, Sindicato Rural, Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), Sindicato dos Jornalistas, Associação das Entidades Assistenciais e Promoção Social, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Prefeitura de Bauru, Jornal da Cidade, 96 FM, Rádio Auri-Verde, TV TEM, Unimed e 94FM.