09 de julho de 2026
Bairros

Três Emefs apresentam problema em telhado

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Dois anos e três meses após serem inauguradas, as Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) “Irmã Tereza Tarzia”, no Núcleo “Nobuji Nagasawa”, “Maria Chaparro Costa”, no Parque Santa Edwirges, e “Nacilda Campos”, no Jardim TV, já apresentam problemas estruturais relacionados à sua construção. A prefeitura precisou escorar o telhado das três unidades para evitar possíveis riscos de desabamento.

O secretário municipal de Obras, José Ângelo Padovan, explica que a medida foi tomada a partir de um laudo elaborado por técnicos da pasta e que apontou deformações nas estruturas de madeira que sustentam as coberturas. “Não é um problema sério, mas resolvemos adotar o reforço para dar mais tranqüilidade às pessoas”, relata.

As três Emefs foram construídas pela mesma empresa, a Catar Projetos e Serviços Limitada, com custo individual estimado em R$ 350 mil. Segundo Padovan, o contrato prevê prazo de garantia de cinco anos para o serviço e, em função disso, a Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos irá acionar a construtora para que ela faça os reparos necessários. “Vamos obrigá-los a corrigir o problema”, avisa.

A reportagem tentou localizar os responsáveis pela Catar, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto.

A secretária municipal da Educação, Solange dos Santos Ferreira dos Reis afirma que, por enquanto, não haverá nenhuma alteração nas atividades das três Emefs. “As aulas prosseguem normalmente”, revela.

Protocolo

O vereador Toninho Garmes (PSDB) afirma que ficou sabendo dos problemas estruturais das Emefs na semana passada, através de denúncia anônima, e solicitou a gravação de imagens VHS nas três unidades. O material foi anexado a um ofício protocolado pelo parlamentar junto ao Ministério Público (MP) na quarta-feira.

Garmes solicita à Promotoria a realização de perícia e a análise do processo licitatório para apurar as responsabilidades pela deformação dos telhados. “É mais um escândalo desse governo que aí está”, critica.

Segundo ele, a situação das Emefs lembra os problemas encontrados na construção da ponte Ayrton Senna, que liga a região do Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1. Inaugurada em setembro de 2000, a passagem foi interditada em janeiro do ano passado depois que ficou constatado que sua estrutura estava danificada.

Atualmente, a ponte passa por uma reforma que tenta corrigir, definitivamente, os erros ocorridos durante a construção.

Além da ponte e das Emefs, a prefeitura também enfrentou, este ano, dificuldades com o trecho duplicado da avenida Getúlio Vargas. Recém inaugurada, parte do asfalto da via começou a se deteriorar, o que obrigou o município a acionar a empresa responsável pela obra para que o serviço fosse refeito.