09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

SISTEMA PRECONCEITUOSO


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Recentemente, a UNB (Universidade Nacional de Brasília) anunciou reservar 20% das suas vagas para negros. O fato causou reações diversas. Indubitavelmente, o assunto sobre cotas é polêmico. Há quem acredite que as pessoas de pele mais rica em melanina serão beneficiadas, pois grande parte delas é oriunda do ensino público, que é - atualmente - deficiente e incomparável com escolas particulares. Outros advogam que o sistema é uma forma de preconceito. Deixando clara a incapacidade dos afrodecendentes, que

de forma alguma existe. Aqueles que defendem a implantação de cotas argumentam que elas são necessárias, pois essa parte da sociedade na maioria das vezes sofre exclusão social.

Destarte, tem menos preparação para disputar uma vaga em uma universidade pública com alunos do ensino particular. Embora reconheçamos alguma mérito no argumento anteriormente citado, de forma alguma podemos pactuar com tal ponto de vista. Seria, por acaso, uma forma preconceituosa de resolver essa mazela social e educacional? Certamente. O negro não é inferior ao branco no ponto de serem selecionados separadamente. Inferior é a qualidade das ecolas públicas - que atendem a maioria dos de pele mais escura. E futuramente surgirão os “profissionais de cotas”. Que serão discriminados e menos preparados. Pois, para se acompanhar uma aula do ensino superior - antigo terceiro grau - é necessário um grande conhecimento, muitas vezes fornecido e absorvido em escolas particulares. Diante do exposto, fica, portanto, evidenciado que o problema não esta na raça negra, que dispõe de uma capacidade igual aos outros grupos étnicos. Implementar ações na educação é mais que necessário, é imperativo. É nela que deve-se concentrar as atenções e soluções, e não no final de um ciclo estudantil, que é o vestibular. (Gabriel Lourenzo, estudante - RG 34.187.964-2)