09 de julho de 2026
Bairros

Qualquer usuário poderá ter cartão

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 6 min

Não apenas os usuários do passe-integração poderão ter o cartão Bauru Integrado. Passageiros que utilizam apenas um ônibus para chegar ao destino final, incluindo crianças e visitantes da cidade, podem usufruir da novidade.

Para obter o cartão é necessário ir ao posto da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb), localizado na rua Araújo Leite, 9-6, no Centro, e apresentar os documentos pessoais.

O cartão é gratuito, mas para adquiri-lo é necessário carregá-lo com, no mínimo, cinco tarifas simples. O máximo são 250 créditos, que não têm prazo para ser consumidos. Em breve, eles estarão disponíveis. A data será divulgada pela Transurb.

No ônibus, de posse do Bauru Integrado com créditos, o usuário deve aproximar o cartão do sensor da máquina validadora. O sistema cobrará uma tarifa simples, no valor de R$ 1,50. A luz verde irá acender, liberando a catraca. O painel da máquina indicará a quantidade de créditos que o passageiro ainda tem.

A partir de então, o usuário que precisar utilizar um segundo ônibus para chegar ao seu destino final terá uma hora e 30 minutos para isso. Em alguns casos, em que as linhas são mais longas, e portanto mais demoradas, o tempo será de duas horas. Aos domingos, o tempo de integração para qualquer linha será de duas horas.

“O tempo de ciclo de algumas linhas é longo e não permite integração com uma hora e meia. Tivemos de elevar para duas horas”, explica José Antônio Jacomelli, presidente da Transurb.

No segundo ônibus, o usuário deve repetir o procedimento. A máquina cobrará apenas a tarifa de integração, no valor de R$ 0,40 - totalizando R$ 1,90. A luz verde se acenderá novamente, liberando a catraca, e o painel indicará “integração”.

Se mais de uma pessoa utilizar o mesmo cartão, apenas a última passagem poderá ser integrada. Caso uma família quiser utilizar o passe-integração para todos os membros, basta cada um solicitar o cartão na Transurb. Crianças a partir de 5 anos pagam tarifa e, a partir dessa idade, elas podem ter um cartão. Cada usuário pode ter apenas um cartão.

Quando os créditos acabarem, o usuário deve voltar ao posto da Transurb para recarregar o cartão. A exceção é para os usuários de vale-transporte.

Nesses casos, as empresas adquirem os créditos através da Internet. Depois de 48 horas, eles serão disponibilizados aos funcionários, que não precisarão ir ao posto da Transurb. A recarga será feita no próprio ônibus. Ao passar o cartão, o painel indicará que a recarga pode ser feita. O cartão deve ser colocado no recarregador. A máquina credita as tarifas e devolve o cartão ao usuário.

Quem prefere continuar pagando a tarifa em dinheiro poderá fazê-lo normalmente. O cobrador recebe o valor e, com a máquina, libera a catraca para o usuário.

Os passes de papel também continuarão sendo aceitos, mas a venda se estenderá por apenas alguns dias após a implantação do passe-integração. Quem tem passes de papel pode trocá-los por créditos no posto da Transurb (um crédito equivale, a partir de 3 de junho, R$ 1,50).

Acredita-se que a adesão ao cartão aumentará gradativamente, reduzindo a quantidade de dinheiro e passes de papel no caixa dos coletivos e, conseqüentemente, aumentando a segurança para funcionários e usuários. “A tendência é diminuir os assaltos”, diz Jacomelli.

Os estudantes do ensino fundamental médio e superior, menores de 18 anos, continuarão recebendo o desconto de 25% do valor da tarifa. Eles terão cartão diferenciado com foto para facilitar a identificação e eventual fiscalização por parte dos cobradores. Podem utilizar os créditos a qualquer hora do dia.

É importante ressaltar que o passe-integração não vale para quem quer ir a um ponto da cidade e depois voltar para o local onde estava. Ele é válido apenas para quem precisa complementar o percurso com outra linha do sistema para chegar ao seu destino final.

Por esse motivo há linhas que, quando combinadas, não aceitam a utilização do passe-integração por terem percursos semelhantes.

A integração pode ser feita em qualquer ponto da cidade onde as linhas se cruzam, não apenas no Centro.

O diretor de Transportes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Waldomiro Fantini Júnior, ressalta que os itinerários do sistema permanecem os mesmos.

“Não muda nada. A única coisa que muda é que as pessoas começam a integrar através da bilhetagem eletrônica”, tranqüiliza Waldomiro.

Serviço

Em breve, os cartões poderão ser adquiridos no posto da Transurb, que fica na rua Araújo Leite, 9-6, no Centro. Os telefones para outras informações são (14) 3232-8441 e (14) 32328442.

Cancelamento

Caso o usuário perca o cartão, ele deve comunicar a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb) o mais rapidamente possível.

O cancelamento pode ser feito pessoalmente, no posto localizado na rua Araújo Leite, 9-6, no Centro, ou pelos telefones (14) 3232-8441 e (14) 3232-8442.

Neste caso, o segundo cartão não é gratuito. O usuário deverá comprá-lo pelo preço de oito tarifas simples (que a partir de 3 de junho equivalerá a R$ 12,00). Os créditos do cartão cancelado serão, então, transferidos ao novo cartão.

Caso alguém encontre o cartão perdido e tente utilizá-lo após o cancelamento, a máquina validadora irá retê-lo. Para evitar conflitos entre o cobrador e o usuário do cartão cancelado, uma passagem será liberada a ele.

Se o cartão for danificado, o usuário também pode adquirir outro e transferir os créditos. Para evitar problemas como a desmagnetização, são recomendáveis alguns cuidados: não aproximá-lo de aparelhos de telefone celular, freezers, geladeiras, microondas e televisores.

â€œÉ como um cartão de crédito. Se bem cuidado, dura, em média, cinco anos. Se estragar, a pessoa compra outro”, explica José Antônio Jacomelli, presidente da Transurb.

Buracos

Os equipamentos da bilhetagem eletrônica foram testados por mais de um mês. No início, um dos problemas constatados foi que o sistema era danificado devido à trepidação provocada por buracos nas ruas. Cerca de 10% do percurso dos ônibus são feitos em ruas de terra.

Alguns componentes das máquinas tiveram de ser trocados e chegou-se a um nível de resistência considerado aceitável: mensalmente, cerca de 2% dos equipamentos podem precisar de manutenção. Seriam sete ou oito catracas por mês.

“Esse equipamento é o que tem de mais moderno no Brasil”, afirma José Antônio Jacomelli, presidente da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb).

Os cobradores, entretanto, podem ser responsabilizados por danos ao equipamento quando o laudo técnico da manutenção indicar que a causa foi mau uso da máquina validadora.

É que os equipamentos podem queimar se forem utilizados de forma incorreta. De acordo com a Transurb, os funcionários das empresas estão treinados para orientar os passageiros e evitar danos. “A máquina avisa que está trabalhando com erro. É só desligá-la. O sistema não é frágil. Só queima se não for trabalhado corretamente”, acrescenta Jacomelli.