Não apenas os usuários do passe-integração poderão ter o cartão Bauru Integrado. Passageiros que utilizam apenas um ônibus para chegar ao destino final, incluindo crianças e visitantes da cidade, podem usufruir da novidade.
Para obter o cartão é necessário ir ao posto da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb), localizado na rua Araújo Leite, 9-6, no Centro, e apresentar os documentos pessoais.
O cartão é gratuito, mas para adquiri-lo é necessário carregá-lo com, no mínimo, cinco tarifas simples. O máximo são 250 créditos, que não têm prazo para ser consumidos. Em breve, eles estarão disponíveis. A data será divulgada pela Transurb.
No ônibus, de posse do Bauru Integrado com créditos, o usuário deve aproximar o cartão do sensor da máquina validadora. O sistema cobrará uma tarifa simples, no valor de R$ 1,50. A luz verde irá acender, liberando a catraca. O painel da máquina indicará a quantidade de créditos que o passageiro ainda tem.
A partir de então, o usuário que precisar utilizar um segundo ônibus para chegar ao seu destino final terá uma hora e 30 minutos para isso. Em alguns casos, em que as linhas são mais longas, e portanto mais demoradas, o tempo será de duas horas. Aos domingos, o tempo de integração para qualquer linha será de duas horas.
“O tempo de ciclo de algumas linhas é longo e não permite integração com uma hora e meia. Tivemos de elevar para duas horasâ€, explica José Antônio Jacomelli, presidente da Transurb.
No segundo ônibus, o usuário deve repetir o procedimento. A máquina cobrará apenas a tarifa de integração, no valor de R$ 0,40 - totalizando R$ 1,90. A luz verde se acenderá novamente, liberando a catraca, e o painel indicará “integraçãoâ€.
Se mais de uma pessoa utilizar o mesmo cartão, apenas a última passagem poderá ser integrada. Caso uma família quiser utilizar o passe-integração para todos os membros, basta cada um solicitar o cartão na Transurb. Crianças a partir de 5 anos pagam tarifa e, a partir dessa idade, elas podem ter um cartão. Cada usuário pode ter apenas um cartão.
Quando os créditos acabarem, o usuário deve voltar ao posto da Transurb para recarregar o cartão. A exceção é para os usuários de vale-transporte.
Nesses casos, as empresas adquirem os créditos através da Internet. Depois de 48 horas, eles serão disponibilizados aos funcionários, que não precisarão ir ao posto da Transurb. A recarga será feita no próprio ônibus. Ao passar o cartão, o painel indicará que a recarga pode ser feita. O cartão deve ser colocado no recarregador. A máquina credita as tarifas e devolve o cartão ao usuário.
Quem prefere continuar pagando a tarifa em dinheiro poderá fazê-lo normalmente. O cobrador recebe o valor e, com a máquina, libera a catraca para o usuário.
Os passes de papel também continuarão sendo aceitos, mas a venda se estenderá por apenas alguns dias após a implantação do passe-integração. Quem tem passes de papel pode trocá-los por créditos no posto da Transurb (um crédito equivale, a partir de 3 de junho, R$ 1,50).
Acredita-se que a adesão ao cartão aumentará gradativamente, reduzindo a quantidade de dinheiro e passes de papel no caixa dos coletivos e, conseqüentemente, aumentando a segurança para funcionários e usuários. “A tendência é diminuir os assaltosâ€, diz Jacomelli.
Os estudantes do ensino fundamental médio e superior, menores de 18 anos, continuarão recebendo o desconto de 25% do valor da tarifa. Eles terão cartão diferenciado com foto para facilitar a identificação e eventual fiscalização por parte dos cobradores. Podem utilizar os créditos a qualquer hora do dia.
É importante ressaltar que o passe-integração não vale para quem quer ir a um ponto da cidade e depois voltar para o local onde estava. Ele é válido apenas para quem precisa complementar o percurso com outra linha do sistema para chegar ao seu destino final.
Por esse motivo há linhas que, quando combinadas, não aceitam a utilização do passe-integração por terem percursos semelhantes.
A integração pode ser feita em qualquer ponto da cidade onde as linhas se cruzam, não apenas no Centro.
O diretor de Transportes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Waldomiro Fantini Júnior, ressalta que os itinerários do sistema permanecem os mesmos.
“Não muda nada. A única coisa que muda é que as pessoas começam a integrar através da bilhetagem eletrônicaâ€, tranqüiliza Waldomiro.
Serviço
Em breve, os cartões poderão ser adquiridos no posto da Transurb, que fica na rua Araújo Leite, 9-6, no Centro. Os telefones para outras informações são (14) 3232-8441 e (14) 32328442.
Cancelamento
Caso o usuário perca o cartão, ele deve comunicar a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb) o mais rapidamente possível.
O cancelamento pode ser feito pessoalmente, no posto localizado na rua Araújo Leite, 9-6, no Centro, ou pelos telefones (14) 3232-8441 e (14) 3232-8442.
Neste caso, o segundo cartão não é gratuito. O usuário deverá comprá-lo pelo preço de oito tarifas simples (que a partir de 3 de junho equivalerá a R$ 12,00). Os créditos do cartão cancelado serão, então, transferidos ao novo cartão.
Caso alguém encontre o cartão perdido e tente utilizá-lo após o cancelamento, a máquina validadora irá retê-lo. Para evitar conflitos entre o cobrador e o usuário do cartão cancelado, uma passagem será liberada a ele.
Se o cartão for danificado, o usuário também pode adquirir outro e transferir os créditos. Para evitar problemas como a desmagnetização, são recomendáveis alguns cuidados: não aproximá-lo de aparelhos de telefone celular, freezers, geladeiras, microondas e televisores.
â€œÉ como um cartão de crédito. Se bem cuidado, dura, em média, cinco anos. Se estragar, a pessoa compra outroâ€, explica José Antônio Jacomelli, presidente da Transurb.
Buracos
Os equipamentos da bilhetagem eletrônica foram testados por mais de um mês. No início, um dos problemas constatados foi que o sistema era danificado devido à trepidação provocada por buracos nas ruas. Cerca de 10% do percurso dos ônibus são feitos em ruas de terra.
Alguns componentes das máquinas tiveram de ser trocados e chegou-se a um nível de resistência considerado aceitável: mensalmente, cerca de 2% dos equipamentos podem precisar de manutenção. Seriam sete ou oito catracas por mês.
“Esse equipamento é o que tem de mais moderno no Brasilâ€, afirma José Antônio Jacomelli, presidente da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb).
Os cobradores, entretanto, podem ser responsabilizados por danos ao equipamento quando o laudo técnico da manutenção indicar que a causa foi mau uso da máquina validadora.
É que os equipamentos podem queimar se forem utilizados de forma incorreta. De acordo com a Transurb, os funcionários das empresas estão treinados para orientar os passageiros e evitar danos. “A máquina avisa que está trabalhando com erro. É só desligá-la. O sistema não é frágil. Só queima se não for trabalhado corretamenteâ€, acrescenta Jacomelli.