A fase de “temporada†para as barracas, ou seja, o período de maior faturamento é no verão. A caminho das praias de Arealva (41 quilômetro a Noroeste de Bauru) e de Iacanga (50 quilômetros a Noroeste de Bauru), os turistas compram os produtos na barraca do quilômetro 365. Passado esse período, o movimento na rodovia é baixo e as vendas despencam.
Em outra rodovia, o produtor rural Benedito Galdino, 60 anos, colheu 300 abóboras e 2 mil melancias. Sem ter onde comercializar, ele optou pela barraca à beira da estrada. Ali, além de vender seu produto, faz amigos e assiste a inúmeras infrações de trânsito cometidas pelos motoristas que trafegam pela Bauru-Ipaussu, no quilômetro 281.
O produtor lembra que, na época da safra, ele tem que dormir no carro ou na barraca para não sofrer furtos. “Esta colheita é da safrinha. A quantidade é pouca. Plantei só um alqueire.â€
Ele conta que sobrevive desse trabalho. “Os melhores dias para a venda são quarta, quinta, sexta e sábado. No verão, faturo cerca de R$ 1 mil, mas quando a temperatura cai, o rendimento bruto sofre uma queda de 50%.â€