26 de maio de 2026
Ser

Minha história: Diogo, um presente de Deus


| Tempo de leitura: 3 min

A notícia de uma gravidez, esperada ou não, primeiro surpreende, depois faz sonhar. Na cabeça e no coração construímos um castelo de expectativas, idealizamos o futuro com um bebê feliz e saudável. E foi assim durante toda a gestação, até que o dia mais esperado de nossas vidas chegou.

19 de janeiro de 2004, 5h, levanta, toma um banho, carrega o carro e em meio àquela correria toda, encontramos com familiares e amigos mais próximos que fizeram questão de participar desse momento.

O frio na espinha quando paramos em frente ao hospital, só aí me dei conta que a hora havia chegado, meu filho ia nascer!!!

Me veio em mente as vezes que por lá passamos e meu esposo e eu comentávamos: _ “Logo será sua vez...”. Parecia algo tão distante, mas finalmente havia chegado a hora.

A primeira coisa que se passa na cabeça é sair correndo, mas rapidamente me lembrei da consulta com o anestesista, onde o mesmo brincou: “E não adianta fugir porque esse bebê vai nascer de qualquer jeito, com ou sem anestesia. Nesse momento fui surpreendida pela enfermeira que me levou para trocar a roupa, medir a pressão e escutar pela última vez os batimentos cardíacos do meu bebê ainda na barriga, enquanto isso familiares e amigos aguardavam do lado de fora em grande expectativa e meu esposo se preparava para assistir à cesárea, um momento que tanto esperamos.

Após ter me trocado, fui levada para a sala de cirurgia, onde estava toda a equipe de médicos, preparada para realizar mais uma cesárea entre tantas outras que já haviam realizado, mas para nós, um momento único, especial e muito esperado, faltavam apenas alguns minutos para ver o rostinho do nosso filhinho tão desejado.

Sabíamos que os médicos que ali estavam haviam sido escolhidos e abençoados por Deus para ajudar a trazer ao mundo nossa herança enviada pelo nosso Senhor, nosso bem mais precioso.

O doutor Guerine, meu obstetra, que acompanhou cada momento da minha gestação, sua esposa que com toda sua doçura ali estava para recepcionar o bebê, o doutor Fábio, também obstetra, que realizou a cirurgia juntamente com o doutor Guerine e o Chiquinho, anestesista, que muito brincalhão e descontraído conseguiu o impossível: que eu perdesse o medo da anestesia.

O clima na sala de cirurgia era sereno e de muita paz, e quando meu marido e eu pensamos que a cirurgia nem havia começado, ouvimos o médico dizendo: -“Olha o Diogo chegando, olha o Diogo chegando...” e em seguida um chorinho tomou conta de toda a sala. Ali estava nosso filho, nosso Diogo. Nesse momento o relógio marcava 7h58 min.

Ficará guardado para sempre em minha memória e meu coração o seu cheiro, a temperatura de seu rostinho no meu e sua carinha de choro por achar tudo tão estranho e principalmente o sorriso radiante e orgulhoso do meu esposo.

Agradeço aos familiares e amigos que lá estavam, pois tornaram aquele momento muito mais feliz e emocionante, além de ter sido um grande apoio.

Um grande beijo para a vovó Nidelse, titia Flávia e titia Nataly, orgulhosas pelo primeiro netinho e sobrinho.

Agradeço especialmente ao meu grande amor, por existir, por estar ao meu lado em todos os momentos e pelo filho tão lindo. Te amo demais.

Deus provedor de todas as coisas, abençoou grandemente aquele momento, proporcionando-nos muita alegria e realizações. É a Ele que somos eternamente gratos por essa dádiva, pela vida que nos enviou para fazer nossa família ainda mais feliz.