09 de julho de 2026
Regional

Piloto de Marília desaparece no PR

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - O piloto Valdir Guarezzi, 66 anos, de Marília (100 quilômetros a Oeste de Bauru), está desaparecido desde terça-feira passada. O último contato com a família foi feito pouco depois dele ter levantado vôo em um monomotor Bonanza BE-35, prefixo PT ISL, com dois passageiros ainda não identificados, para Goioerê (PR).

Guarezzi decolou às 7h40. Uma hora mais tarde, passou por Londrina, contactou a torre de comando do aeroporto local e à noite ligou para a filha dizendo que estava em uma fazenda, na cidade de Cascavel, e que retornaria para Marília no dia seguinte.

Como ele não retornou para casa, a família decidiu procurar a Polícia Federal, no último sábado.

Segundo o delegado Alexandre Araújo, a polícia está trabalhando com três hipóteses: roubo, seqüestro e acidente aéreo.

No entanto, nenhum desses crimes está configurado oficialmente. “Ainda não há certeza do que realmente aconteceu”, disse.

De acordo com o delegado, as investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Civil de Tupã, cidade de onde o monomotor partiu levando os dois passageiros, que até ontem ainda não haviam sido identificados.

Para o delegado João Osinski Júnior, de Tupã, a hipótese mais provável é de roubo. Segundo ele, o aparelho é muito cobiçado por ser um modelo com dois tanques de combustível, o que lhe dá uma autonomia de vôo de oito horas.

Avaliado em cerca de R$ 240 mil, o Bonanza BE-35 é mais rápido do que os demais modelos de mesmo porte.

O monomotor pertence ao próprio Guarezzi, que trabalha como piloto de taxi aéreo há mais de 40 anos, segundo informou o delegado.

Osinski Jr. disse à reportagem que a viagem para Goioerê tinha como finalidade visitar algumas fazendas. Havia ainda, segundo ele, a possibilidade da viagem ser estendida até o Rio Grande do Sul, mas a família não foi comunicada e não foi feito nenhum outro contato com as torres de comando aéreo.

Aterrissagem forçada

A Polícia Federal de Marília, segundo o delegado Araújo, deverá apenas colaborar com as investigações, repassando informações que eventualmente venham a receber de outras delegacias federais.

Araújo comentou que a notícia do desaparecimento foi repassada à PF em todo o País e também ao Departamento de Aviação Civil (DAC).

Até ontem, uma das poucas informações que havia chegado à Delegacia de Tupã e que poderia ajudar nas investigações era a de uma tentativa de pouso forçado nas proximidades do aeroporto de Goioerê.

Segundo Osinski Jr., o avião teria entrado numa lavoura de milho, percorreu cerca de 100 metros e, em seguida, levantou vôo novamente.

Durante toda a tarde de ontem, a reportagem tentou entrar em contato com a família do piloto, por telefone, mas a linha estava o tempo todo ocupada.