08 de julho de 2026
Regional

Chuva leva destruição a Piratininga

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - O temporal que passou pela região na noite de anteontem destelhou casas na área urbana de Piratininga (13 quilômetros a Sudoeste de Bauru), derrubou árvores e destruiu parte de um pesqueiro e da Fazenda São Marcos, no quilômetro 250 da rodovia João Batista Cabral Rennó (SP 225).

Cerca de 30 famílias ficaram desabrigadas e a cidade declarou estado de emergência. Estimativa da Defesa Civil indica que os ventos devem ter ultrapassado velocidades de 70 quilômetros por hora.

Na propriedade rural, que conta ainda com uma granja com capacidade de produção de 75 mil frangos, o cenário de destruição estendia-se por todos os lados. Diversas árvores com mais de 30 metros de altura foram arrancadas e quebradas, e três barracões da granja ficaram completamente destruídos.

O proprietário da fazenda, Fernando Quirino Leite Júnior, conta que chegou no local por volta de 18h30 de anteontem, quando o temporal já havia passado. “Ainda não fizemos o cálculo do prejuízo. Estou esperando o pessoal do frigorífico chegar para verificar. Em dois barracões, os frangos já iam ser entregues para o abate em dois dias. Nos dois barracões de 120 metros de extensão, não sobrou nem 30 metros, todo o resto está no chão”, relata.

Nos destroços dos barracões, ainda havia alguns frangos vivos e agitados com a destruição, que deixou pelo menos 20 mil animais mortos na fazenda. Em outra instalação menor, o telhado foi completamente destruído por quatro grandes eucaliptos derrubados pelo vento.

“No pesqueiro, tivemos danos na parte elétrica e em uma instalação que foi destruída por uma árvore. Graças a Deus, o pessoal estava todo nas residências, que não foram afetadas. Ninguém se machucou. Agora vamos levantar tudo de novo e bola para frente. Com o clima, não tem quem pode. É a primeira vez que vejo uma coisa assim”, lamenta Leite Júnior.

Desabrigados

Ainda na noite de anteontem, cerca de 30 famílias desabrigados da cidade foram encaminhados para o Asilo Antoninho Marmo, onde receberam lanche e passaram a noite. Outros moradores foram levados para a casa de parentes e amigos.

De acordo com o coordenador de obras da Defesa Civil, Antônio Álvares Rodrigues, foi decretado estado de emergência na cidade. Foram contabilizadas 40 casas destelhadas e 45 árvores quebradas ou caídas. “Tivemos o desabamento de uma casa na Fazenda Baldalho e sete vacas mortas em outra propriedade. Felizmente, não tivemos feridos, mas o temporal provocou a queda da rede de energia em quase a totalidade da zona rural”, relata.

Durante todo o dia de hoje, equipes da administração municipal trabalharam para limpar os imóveis destruídos e desempedir o tráfego nas principais vias e acessos da cidade.