NAS ALTURAS
O Santos enfrenta o Once Caldas precisando vencer para chegar às semifinais da Libertadores. Na Vila Belmiro, empate em 1 a 1. Quem vencer avança hoje à noite se classifica. Se houver outro empate, por qualquer placar, o classificado será definido nos pênaltis. A goleada para o Palmeiras no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro, não abalou os ânimos dos jogadores e no retrospecto histórico é sempre um bom sinal. No passado recente, a rotina da equipe tem sido dar reações favoráveis aos torcedores quando sofre uma derrota contundente. Nas últimas dez vezes em que o Santos perdeu sofrendo quatro ou mais gols, respondeu no confronto seguinte vencendo nove e empatando uma vez. O Peixe aposta em outro retrospecto favorável: numa altura de 2.250 metros para vencer o Once Caldas. Desde 1962, quando disputou a Libertadores pela primeira vez, o Santos jogou oito vezes em cidades localizadas a mais de 1.000m acima do nível do mar: foram quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. Para amenizar os efeitos da altitude sobre os atletas, a delegação santista se concentrou em Bogotá - 2.650m de altitude - e “desce” para Manizales momentos antes da partida. A altitude prejudica mais no tempo da bola, que ganha mais velocidade. Mas além da altura, outro fator preocupante é com o trio de arbitragem argentino. O homem do apito será Horacio Elizondo. Será a sexta vez neste ano que um juiz platino apita jogos do Santos. Nas cinco vezes anteriores, sempre houve reclamação.
CAIU DE PÉ
Foi uma pena a eliminação do São Caetano da Copa Libertadores, porque não é fácil empatar com o Boca Juniors em Buenos Aires, e pênalti é mesmo loteria. O Azulão caiu de pé.
BOBAGEM
O goleiro Fábio Costa ficou irritado com a notícia de que o Corinthians está rachado e a alguns jogadores estão fazendo “panelinha” dentro do elenco. Quando um time vai mal, aparece todo o tipo de acusação. Num grupo de 30 jogadores nem todo mundo se dá bem, isso é normal, mas falar em panelinha é bobagem - ou falta de assunto.
CELEBRIDADES
Entre as personalidades que foram a Gelsenkirchen (Alemanha) para assistir à final da Copa dos Campeões da Europa, entre Porto e Monaco, estavam os pilotos Michael Schumacher e Jarno Trulli, os únicos que venceram na temporada deste ano da Fórmula 1. Ambos costumam disputar partidas de futebol beneficentes e Schumacher chegou a fazer parte do Echichens, time da Terceira Divisão da Suíça. O hexacampeão mundial apareceu várias vezes na TV durante o jogo, vencido pelo Porto por 3 a 0. Além de Schumacher e Trulli, a Família Real de Mônaco - representada pelos príncipes Albert, Ernst August e Rainier e a princesa Stephanie - e o presidente de honra do Comitê Olímpico Internacional, Juan Antonio Samaranch, assistiram ao show dos brasileiros Deco, Carlos Alberto e Derlei, principais destaques do time português.
SENNA, O MAIOR
Uma enquete realizada pela revista inglesa “F1 Racing”, especializada em automobilismo, elegeu Ayrton Senna o maior piloto da história da Fórmula 1. A revista consultou pilotos, jornalistas, chefes de equipes e engenheiros da categoria. Senna obteve 1.768 pontos e foi seguido pelo argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial (51, 54, 55, 56 e 57), com 1.720. O alemão Michael Schumacher, seis vezes campeão da F-1 (94, 95, 2000, 2001, 2002 e 2003), ficou em terceiro. Outro brasileiro e tricampeão (81, 83 e 87), Nélson Piquet foi eleito o nono maior da história.
ATÉ BREVE, TÚLIO
Trecho de uma matéria de Futebol Interior: ”Demorou, mas finalmente o Noroeste acordou e dispensou o treinador Túlio Tangioni. Com um campanha instável em todo o campeonato da Série A3, Túlio não soube responder, dentro de campo, todo o forte investimento que vem sendo feito para que o Noroeste consiga o acesso”. Discordo da prestigiosa agência de notícias esportivas. Primeiro, porque Túlio não foi dispensado: sentiu a pressão e se demitiu, numa boa. Concordo que o time não tem um padrão de jogo definido e que Túlio não vinha sendo feliz nas substituições, mas técnico resolve as coisas até um certo ponto, porque não bate falta, escanteio, e nem chuta para fora com o gol escancarado. Se Túlio não deu certo no Noroeste, é outro departamento, porque entender de futebol ele entende. Afinal, subiu com Nacional, Oeste e Taquaritinga. É um cara tão correto que assinou papéis em branco na sua saída, segunda-feira, mesmo sem ter recebido o salário de maio. Um dia ele voltará ao Norusca.