09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Funcionários do INSS decidem continuar de braços cruzados

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Após uma reunião realizada ontem, em Brasília, entre representantes do governo e da Federação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Fenasp), os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiram manter a greve da categoria pelo menos até a próxima segunda-feira. Em Bauru, a adesão à paralisação nacional ocorreu no dia 27 de abril.

A informação é de Jonas Luiz de Castro, que integra o comando de greve dos servidores da agência da Previdência Social em Bauru. Segundo ele, o termo de compromisso que já havia sido praticamente fechado com a categoria não foi assinado ontem porque o governo quer descontar os dias parados dos grevistas. A Fenasp não concorda e está tentando negociar para que não seja feito o corte de ponto.

“A tendência é de que a proposta do governo, de oferecer reajuste salarial variando de 10% a 32%, dependendo do cargo, seja aceita. Mas ainda faltam acertar alguns detalhes, como a negociação dos dias parados. Para a próxima segunda-feira está marcada uma assembléia da categoria em São Paulo, quando vamos avaliar as negociações e decidir se a greve continuará ou não”, informa Castro.

A greve dos servidores do INSS começou com a principal reivindicação de reajuste salarial de 47,11%, realização de concurso público para contratação de novos profissionais, alterações no plano de carreira e mudanças no termo de adesão para que o percentual de 47,11% fosse aplicado sobre os salários. Pela proposta inicial do governo, os servidores deveriam assinar um documento declarando desistir de processos judiciais contra a União.

Mas na semana passada foram feitos alguns ajustes nas reivindicações dos grevistas e o governo praticamente fechou um acordo com a Fenasp. Porém, os termos do acordo e alguns detalhes foram discutidos ontem, não havendo consenso entre as partes.

Na agência da Previdência Social de Bauru, a chefe Regina Maria Alves Gonzales diz que três funcionários fazem, diariamente, uma triagem dos casos de segurados que vão até o local. Os casos urgentes, como os de auxílio-doença, liberação de pensão por morte e auxílio a idosos, estão sendo atendidos. Pedidos de aposentadoria não estão sendo protocolados.

“Nós estamos liberando cerca de 20 fichas por dia para protocolo, para que as situações de urgência não deixem de ser atendidas. Quando um caso não pode ser resolvido no dia, nós marcamos dia e horário para o segurado voltar e ser atendido com agendamento prévio. Assim, ele não precisará voltar várias vezes e ficar na fila que chega a se formar aqui de manhã”, diz Regina.

Em Bauru, também continuam em greve professores, funcionários e alunos da Unesp.