26 de maio de 2026
Política

Servidores decidem fazer greve a partir de segunda

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os servidores públicos municipais de Bauru decidiram, em assembléia realizada ontem, que vão iniciar um movimento grevista a partir de segunda-feira. Cerca de 140 trabalhadores da administração municipal compareceram à assembléia convocada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) para discutir a proposta de paralisação. A categoria não se satisfez com a aplicação do índice de 8% de recomposição salarial.

A reivindicação dos servidores encaminhada ao prefeito Nilson Costa (PTB) pedia 78% de recomposição salarial, índice que, de acordo com o Sinserm, aponta as perdas dos últimos cinco anos da categoria acumuladas durante a atual administração.

Atualmente, o piso salarial do funcionalismo público municipal é de R$ 300,00. O valor do vale-compra é de R$ 132,00 contra os R$ 200,00 reivindicados na proposta encaminhada ao governo municipal.

Na semana passada, dirigentes do sindicato se reuniram com o chefe de Gabinete da Prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, para propor que as parcelas de R$ 400 mil que seriam destinadas ao pagamento de dívida com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) - suspensas devido a denúncias de irregularidades - fossem rateadas nos salários dos servidores.

A soma implicaria em mais 6,5% na recomposição salarial da categoria que, somadas aos 8% já vigentes, acumularia 14% no índice. Mas a proposta foi negada pelos representantes da prefeitura, que alegaram que descumpririam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Insatisfação

A dirigente sindical Idelma Corral avalia que a assembléia de ontem mostrou o grau de insatisfação pelo qual passa a categoria. “Há um descontentamento generalizado”, garante. A situação começou a piorar após a aprovação pela Câmara Municipal de projeto de lei do Poder Executivo que aumentou de 30% para 100% a gratificação salarial dos procuradores do município.

A última tentativa de negociar uma nova recomposição salarial foi feita durante o dia de ontem. Mas, pouco antes do início da assembléia um emissário da administração municipal informou que não havia nenhuma contraproposta para oferecer ao sindicato da categoria.

Durante o dia de hoje, os dirigentes sindicais vão visitar os 150 pontos de trabalho dos servidores públicos municipais para anunciar oficialmente a decisão de paralisar as atividades a partir da manhã de segunda-feira.

“A categoria encontra-se num estado deplorável. O que se percebe é que cada vez mais os nossos direitos são retirados”, analisa Idelma. Ela garante que os setores que atendem serviços essenciais - educação, saúde, coleta de lixo, dentre outros - vão manter a cota mínima de trabalhadores, que é de 30% em relação ao número de empregados no setor.

O chefe de Gabinete da Prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, não retornou ligação para se posicionar sobre a decisão dos servidores.