Concordo plenamente com os autores Miguel Garcia, Osvaldo Silva e Áureo Corrêa de Souza, cujas missivas foram publicadas nesta coluna em 27/5 p.p. Elas traduzem um sentimento de não-aceitação pela presente realidade e clamam urgentemente por mudanças. Resumindo: condenam os governantes, detentores do poder e pedem soluções a partir da base da pirâmide social. O Brasil é um País muito grande, cheio de contrastes. Uma sociedade complexa, várias etnias e certos tipos de “etnias” dentro das próprias etnias. É, em resumo, como se fosse um imenso “planeta”. E esse pessoal quer administrá-lo como se administra o boteco da esquina.
Os cidadãos de bem, que têm um pouco de consciência, se manifestam em todos tipos de veículos de comunicação diariamente, mas a “cúpula” - como definiu o senhor Áureo - parece “não estar nem aí”. A meu ver, está faltando amor. Todos aqueles que têm um pouco de amor por este Brasil deveriam unir-se e, juntos, trabalhar para construir uma nova realidade social, porque esta já deu o que tinha que dar. Todo homem tem o seu livre arbítrio. Tudo é fruto de sua própria escolha. Poderíamos viver em qualquer outro lugar, mas escolhemos este aqui. E já que escolhemos o Brasil, pois então que este seja o melhor lugar do mundo para se viver. E não essa porcaria que eles querem nos apresentar. E para conseguirmos o objetivo, devemos sair dessa letargia, elaborar um projeto de país que seja digno para todos. Neste ano de 2004, teremos eleições para prefeito e vereadores e desse samba-enredo de todas eleições já estamos cansados. Chega de retórica. Queremos obras, ações e muitas outras coisas mais. Tudo o que passamos nestes últimos 500 anos tem seu valor. Mas o maior valor é o que construiremos daqui em diante.
José Carlos Felix de Abreu - RG 9.914.647