26 de maio de 2026
Economia & Negócios

Comida pronta avança na preferência

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Pela praticidade e devido à correria do dia-a-dia, muitas pessoas estão deixando de cozinhar em casa e passaram a comprar alimentos prontos em supermercados, restaurantes e fornecedores. É o “food service”, como é chamado o setor da economia que envolve empresas que preparam e fornecem alimentação fora do lar. De acordo com a Associação Brasileira de Alta Gastronomia (Abaga), o mercado de “food service” teve crescimento de 167% entre 1993 e 2000 e segue com ampliação de 8% ao ano.

Em Bauru, são muitas as opções encontradas por profissionais, estudantes e famílias que decidem-se por comprar os alimentos prontos ou congelados. Além dos restaurantes que fornecem pratos ou marmitex, diversos supermercados mantêm um balcão com opções variadas de cardápio. Ainda é possível encontrar diversas lanchonetes, rotisseries ou mesmo profissionais que preparam e entregam os alimentos diretamente para os consumidores.

A secretária Maria Inês Mandaliti Scarpi conta que compra comida todos os dias em um supermercado da cidade, para ela e a filha. “É muito mais prático, é só levar para casa e aquecer. Eu trabalho oito horas por dia e tenho duas horas de almoço. Não dá tempo de ir para casa e cozinhar, então, é mais prático passar no supermercado e pegar alguma coisa. O único trabalho é lavar os pratos depois”, brinca.

Para o bancário Eduardo Ticianelli, a opção dos alimentos prontos ou congelados é a solução ideal para pessoas solteiras e que não vivem com os pais. “Eu morei sozinho dez anos e sempre comprei comida congelada. É muito prático também porque você compra a quantidade certa, não estraga e não desperdiça”, diz.

Ele comenta que vem percebendo o crescimento do setor de “food service” nos últimos anos - e também o aumento do número de marcas disponíveis aos consumidores. “Muitas empresas vislumbraram esse nicho e viram que este perfil de consumidor, que mora sozinho ou que prefere comprar sua comida pronta, existe em todas as cidades. As empresas se moldaram a essa realidade e é um mercado que cresce a cada dia”, analisa Ticianelli.

A podóloga Kelly Cristina Vicente também é consumidora de alimentos prontos. Ela conta que almoça sozinha, então prefere comprar uma pequena quantidade de comida a ter de cozinhar somente para si. “À noite, eu acabo comprando alguma coisa também, para meu esposo e eu. Como trabalhamos o dia todo, é mais fácil chegar em casa, preparar apenas um arroz e descongelar alguma mistura. Mas tem que saber escolher a comida que você compra. Eu gosto de comida caseira, então, procuro locais onde tudo é bem feito”, aponta.

Fátima Aparecida Montovani possui um restaurante na avenida Getúlio Vargas e também fornece alimentos prontos para uma rede de supermercados - uma das primeiras iniciativas deste tipo na cidade. Segundo a empresária, são preparados cerca de 2 mil quilos de alimentos por mês especialmente para a venda nos supermercados.

“No restaurante, servimos somente o self-service e temos cerca de 200 clientes que almoçam conosco todos os dias. Mas vejo que o mercado (de “food service”) realmente cresceu nos últimos anos, por conta da correria, do maior número de mulheres trabalhando fora e pelo custo para manter uma cozinheira em casa. Esta opção tem um preço acessível, ao contrário de antigamente, quando comer fora de casa era muito caro”, afirma Montovani.