30 de maio de 2026
Regional

Avião de piloto de Marília é localizado

Da Redação (com Agências Estado e Folha)
| Tempo de leitura: 2 min

Marília – Os destroços do monomotor do piloto Valdir Guarezzi, 66 anos, de Marília (100 quilômetros a Oeste de Bauru), foram localizados ontem pela polícia em Yby Yaú, no Paraguai, (a 100 quilômetros da fronteira com o Brasil). Dois corpos carbonizados foram encontrados ao lado dos restos da aeronave Bonanza BE-35, prefixo PT-ISL. Até o fechamento desta edição, não havia confirmação sobre a identidade das vítimas.

O piloto saiu de Marília na manhã do dia 18. Pousou em Tupã para pegar dois passageiros e, depois disso, desapareceu. Há suspeitas de que o desaparecimento ocorreu em razão de uma tentativa de roubo da aeronave, avaliada em R$ 240 mil. A polícia trabalha com a hipótese de que o monomotor tenha sido roubado por uma quadrilha internacional de traficantes de drogas. Por serem capazes de pousar em pista curta, os aviões de pequeno porte são bastante visados para narcotráfico. Guarezzi era um experiente piloto de táxi aéreo.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Tupã. Ontem, o delegado titular da cidade, João Osinski, estava no Paraguai para acompanhar a identificação da aeronave e dos corpos. Há suspeita de que o piloto estaria no avião no momento do acidente.

Um dos filhos de Guarezzi também se deslocou até o Paraguai, entretanto não foi possível fazer o reconhecimento dos corpos. Somente um exame de DNA deve revelar a identidade das vítimas. Os corpos estavam ontem no necrotério de Pedro Juan Caballero (Paraguai) e seriam submetidos à necropsia.

O avião foi resgatado em uma pista clandestina de uma fazenda de Yby Yaú. Um funcionário da fazenda disse à polícia paraguaia que o avião explodiu após tentar uma decolagem no último dia 22. Os corpos, queimados e irreconhecíveis, foram encontrados já enterrados.

Pouso forçado

Depois que passou por Tupã, no dia 18, o monomotor, de propriedade do piloto, fez um pouso forçado em um aeroporto da cidade de Goioerê (a 525 quilômetros de Curitiba). Após a aterrissagem na cidade paranaense, o piloto manteve contato uma vez com a família. Sua volta estava prevista pelos familiares para o dia 19.

A polícia só conseguiu localizar a aeronave nove dias depois do desaparecimento. A pista foi a internação de um paraguaio com queimaduras graves na Santa Casa de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Eugenio Figueiredo Camposano deu entrada no CTI da Santa Casa no último dia 21, dois dias depois do sumiço do monomotor. Segundo os médicos, ele tem queimaduras pelo corpo e ainda corre risco de morrer. A polícia confirmou que Camposano é o dono da fazenda onde foi encontrado o avião.