08 de julho de 2026
JC Criança

Crianças de várias religiões conectadas com Deus

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 2 min

Todos os dias, crianças de diversas religiões e aquelas que ainda não definiram qual a de sua preferência, se encontram na escola, no clube, em festas, shoppings e parques. A brincadeira é uma boa aliada na hora de fazer novos amigos e para brincar não faz diferença qual é a sua religião. Da mesma forma, Deus existe para todos, independente da religião adotada pela família.

Ser católico, evangélico, protestante, seicho-no-ie, budista, espírita, batista, espiritualista ou qualquer outra das várias religiões existentes no mundo é uma escolha pessoal, que na infância é bastante fortalecida pela família.

As pessoas buscam a sua religiosidade porque elas são espirituais também. “Além de físico e biológico, temos o nosso lado espiritual”, explica a psicóloga Maria Regina Corrêa Lopes Vanin, coordenadora do Instituto Bauruense de Psicodrama.

Para ela, “a espiritualidade deve transcender (ultrapassar, estar acima) a religião”. Isso porque a espiritualidade já está em cada uma das pessoas. “A religião ajuda muito a viver, a enfrentar os problemas existenciais, mas nenhuma é melhor que a outra”, acrescenta.

Maria Regina lembra que Deus é um só para todos e por isso é muito positivo respeitar todas as religiões. “Todas buscam um sentido para a vida, um ser supremo, que une as pessoas e não separa.”

Ela explica que é possível exercitar a sua espiritualidade independente da religião. “A espiritualidade vai além das religiões, com a busca do amor universal, o amor pela natureza.” Assim, você exercita seu amor pelas pessoas, pelo mundo. Mesmo quem ainda não escolheu uma religião, tem a sua espiritualidade.

“Quando você está cuidando de um animalzinho; quando está brincando com seu irmãozinho; quando está feliz com os amigos; quando trata com carinho seus pais; quando respeita a natureza; quando ama as pessoas; em momentos alegres; oferecendo algo para alguém; você está exercitando a sua espiritualidade, cultuando seu lado espiritual, porque o amor é o mais importante!”, enfatiza a psicóloga Maria Regina.

Fanatismo

Como tudo o que é demais, engorda ou faz mal à saúde. Exageros na religiosidade também não é bom. A psicóloga Maria Regina dá uma dica aos pais lembrando que forçar a criança a freqüentar os espaços religiosos pode ter efeito contrário. “A criança vive um outro momento. As preocupações aparecem naturalmente. Se elas se vêem em situações forçadas, a tendência é acharem que religião é coisa chata”, explica.

Ela alerta para o momento em que a religião torna-se um fanatismo (zelo religioso cego, excessivo) e faz a pessoa pensar que a sua é melhor do que a do outro. “A competição não é legal”, enfatiza. “Cada uma é diferente da outra.”

Para finalizar, Maria Regina acrescenta: “As pessoas devem viver com coerência, com amor e afeto”.