Itapuí - A Vigilância Sanitária de Itapuí (44 quilômetros a Leste de Bauru) vai intensificar o combate à comercialização de carne clandestina.
Embora tenha diminuído a prática de abate irregular, os moradores ainda continuam comprando, em alguns açougues da cidade, carne sem qualquer tipo de inspeção.
O coordenador César Tomasi disse ontem que a Vigilância Sanitária tem forte suspeitas de quais seriam os estabelecimentos que estariam lesando os consumidores, mas por enquanto não tem como comprovar a irregularidade.
Segundo ele, a confirmação só poderá ser feita após a contratação de um veterinário e a retomada dos trabalhos do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). A expectativa é de que isso aconteça no próximo mês.
Caso algum estabelecimento seja flagrado vendendo carne clandestina (sem registro), será autuado, com possibilidade de aplicação de multa, e ainda terá o produto apreendido.
Além de intoxicações alimentares, outras doenças como a cisticercose, teníase, aftosa e brucelose podem ser causadas pelo consumo de carne não inspecionada.
Paralelo ao trabalho de fiscalização, o SIM realizará palestras aos funcionários que manipulam a carne. O objetivo é reforçar as noções de higiene para que a carne não seja contaminada durante seu manuseio.
Furto de boi
Enquanto a Vigilância Sanitária de Itapuí prepara uma ofensiva contra a comercialização de carne clandestina na cidade, o comando da Polícia Ambiental, em Barra Bonita, mobiliza-se para aumentar o efetivo que trabalha no patrulhamento rural.
Na prática, a medida visa combater o furto de gado nas fazendas de 14 municípios na região de Jaú, entre os quais está Itapuí.
Na semana passada, a polícia da cidade registrou dois furtos na fazenda Olhos d’Água. Há suspeitas de que a carne, ou parte dela, acabam sendo comercializada na própria cidade.
Com apenas uma viatura, a Polícia Militar de Itapuí tem dificuldades para atuar no policiamento da zona rural e prender em flagrante os autores dos furtos.
A ação, segundo policiais, é mais eficaz quando funcionários da fazenda invadida percebem que o gado está sendo abatido e ligam para a PM. De outra forma, o flagrante é quase impraticável.