10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Dia dos Namorados - namoro e política


| Tempo de leitura: 2 min

O dia dos namorados está próximo e você já começa a se desesperar, pensando “o que mais eu posso fazer para agradar a minha amada”. Primeiro reflexo é fazer contas, abrir a carteira, tentar um crediário a mais, ou até emprestar algum dinheiro de um parente próximo. Mas logo a tentação vai embora, já que como todo brasileiro, você está devendo as calças, os bolsos e o par de tênis.

Pensando um pouco mais, você deve concluir que “dinheiro não compra romance” e a maior prova disso é que o país mais rico do mundo, os EUA, é também o campeão em números de divórcios. Pelo jeito, as americanas também não estão muito satisfeitas com os presentes dos namorados gringos. Sobra usar a criatividade. E aqui vão sugestões de quem já viveu alguns apertos para alegrar a cara metade.

Conquiste, para começar, a sogrinha. O maior presente para a sua mulher é o agrado que você faz a mãe dela, mesmo que isso lhe custe algum sacrifício e aí tem mais valor ainda.

Entregue uma flor, sem pacote ou embalagem. Ela vai perceber que você se arriscou para apanhá-la e isso traz um componente de aventura inebriante. Escreva, com suas palavras e erros de português a declaração mais brega que você pode produzir e leia ao vivo e a cores, perto da sua cunhada. Quer satisfazer mesmo a sua garota? Dê motivos para a irmã dela morrer de inveja.

E finalmente, brinde com um cálice de vinho barato, escolhendo a meia-noite como cenário e diga a ela que isso é uma simpatia para juntar ainda mais vocês dois. Mulher adora magia e isso também custa barato. Como você vê, é fácil agradar quem a gente ama, basta fazer com o coração aquilo que você jamais teria coragem de fazer por outra pessoa ou de ser pego fazendo assim como se faz na política.

Elias Janeiro - RG 18.479.772-X