Esse era o nome que os gregos davam ao deus egípcio Tote e Trismegisto, que entrou para o português por via latina é hoje um adjetivo que significa três vezes sábio. São atribuídos a Hermes Trismegisto muitos livros de alta sabedoria, nos quais a filosofia de Platão se alia à filosofia judaico-cristã, por meio da Bíblia.
Existem ainda fragmentos desses livros que ensinam muitas verdades que até hoje são válidas, apesar do tempo tão remoto em que foram escritas.
Entre esses fragmentos encontrei o que Hermes Trismegisto chamou de os doze vícios que são a personificação dos males que constituem o ser físico do homem e que são: a ignorância, a tristeza, a incontinência, a luxúria, a injustiça, a cupidez, a duplicidade, a inveja, a mentira, a cólera, a temeridade e a maldade.
Achei interessante registrar a sabedoria expressa por um autor de tão remota antigüidade, pelo fato de ser ele tão atual, tão presentes estão ainda em nossos dias esses vícios, esses males, que ainda hoje, em que pese todas as religiões, leis, códigos, regulamentos, estudos éticos tão aprofundados, que continuam todavia ainda incorporados ao ser humano.
E nem é preciso procurar longe no tempo e no espaço, em livros antigos.
Em jornais modernos, em noticiários atualíssimos, estamos encontrando sempre os ignorantes, os tristes, os incontinentes, os luxuriosos, os injustos, os cúpidos, os de dupla personalidade (ou duas caras), os invejosos (esses abundam), os mentirosos (já são até louvados), os coléricos, os temerários e os maldosos (esses se encontram por aqui mesmo, em nossa cidade e são figuras públicas).
E olhe que isso foi escrito muito antes de Jesus Cristo que veio e ensinou tudo isso de novo. Mas a burrice do homem é tão grande que ao longo de tantos milênios, ainda não aprendeu a se livrar desses 12 vícios apontados por Hermes Trismegisto em tempos tão remotos de outrora, como vícios incorporados ao ser humano, o rei da criação, o inteligente, o animal racional. Imagine se não fosse!
Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947