FERROLHO DO ONCE PÁRA O SÃO PAULO
São Paulo e Once Caldas empataram em 0 a 0, e agora o Tricolor vai tentar a vaga na final da Libertadores, na altitude de 2.200m de Manizales, na Colômbia. Quem vencer será finalista da competição. Qualquer resultado de empate e a vaga será decidida nos pênaltis. O finalista enfrentará o vencedor do confronto argentino entre Boca Juniors e River Plate. Com o resultado de quarta-feira passada, o São Paulo não conseguiu cumprir o objetivo revelado pelos jogadores e pelo técnico Cuca durante os treinamentos: vitória pelo placar mínimo seria um grande resultado para os brasileiros. O primeiro tempo foi amplamente dominado pelo São Paulo, a ponto de Rogério Ceni não fazer uma única defesa e aparecer apenas para cobrar tiros de meta. Do outro lado, porém, o São Paulo encontrou um Once Caldas taticamente impecável, dedicado exclusivamente à marcação, com dez jogadores em seu campo de defesa e fazendo duas linhas de quatro defensores que dificultaram e muito a vida dos brasileiros. Empolgado com o apoio da torcida que lotou o Morumbi, o Tricolor criou chances, mas parou no ferrolho colombiano, um autêntico esquema 10-1.
REPROVADO
O técnico Cuca reprovou a atitude do departamento de marketing do São Paulo de estender uma grande bandeira do Japão no centro do gramado do Morumbi antes do jogo de quarta-feira. A bandeira fez uma referência a possível classificação do Tricolor para disputar o Mundial Interclubes em Tóquio, contra o Porto, após o título da Copa Libertadores. O presidente Marcelo Portugal Gouvêa também reprovou.
GRANDE VITÓRIA
O Santo André vai decidir a Copa do Brasil, a mais importante competição de futebol do País depois do Campeonato Brasileiro. O time do ABC conseguiu o resultado mais importante de sua história, ao vencer o 15 de Novembro de Campo Bom, de virada. E no Olímpico.
TOLERÂNCIA ZERO
A Uefa reiterou que não vai tolerar atitudes de indisciplina durante a Eurocopa, que começa neste sábado, em Portugal. A entidade instruiu os árbitro para que castiguem duramente os jogadores. Receberão o cartão vermelho as entradas por trás, agarrar um adversário e simular faltas; e cartão amarelo para quem não cumprir a distância regulamentar na barreira. Com essa tolerância zero da Uefa, os jogadores não poderão sequer respirar.
OPINIÃO
Alexandre Silva discorda de uma nota sobre a mulher de David Beckham, publicada ontem em nesta coluna, e pergunta: ”Amigão, o que nos interessa, como fanáticos leitores esportivos, que a esposa do astro inglês vá se hospedar em outro hotel, ou seja lá o que for, apenas para fugir dos holofotes por ser celebridade?” Amigão, você não gosta, mas muita gente gosta. Essa coluna não é informativa, é opinativa e não vou dar uma notícia tipo assim: ‘São Paulo empata com o Once Caldas’. Afinal todo o mundo já sabe. A manchete e o texto ficam para as outras páginas, o que faço é fazer um comentário em cima do fato. E se você ler as colunas de Juca Kfouri, Alberto Helena, Armando Nogueira e outros monstros sagrados da imprensa esportiva, vai encontrar curiosidades e fofocas. Nada impede o colunista de informar que Ronaldinho rompeu com a Milene, que Parreira pinta quadros e que tal jogador coleciona bonés. Quanto aos outros assuntos para comentar, não é todo o dia que temos coisas significativas no esporte local. Como a coluna tem minha assinatura, escrevo aquilo que quero, que sinto, que acho interessante - não posso escrever só o que o leitor gosta. Mas valeu, obrigado e um forte abraço.
CURIOSIDADES
O alemão Michael Schumacher disse que se não fosse piloto de Fórmula 1, provavelmente tentaria a carreira como jogador de futebol. Já o finlandês Kimi Raikkonen disse que gostaria de jogar hóquei no gelo, um esporte muito popular em seu país. O australiano Mark Webber, da Jaguar, apostaria suas fichas no ciclismo, enquanto o mineiro Cristiano da Matta gostaria de praticar triatlo. Estas curiosidades foram reveladas pelos pilotos da F-1 em Montreal, palco do GP do Canadá, oitava etapa da temporada. Entre as respostas mais curiosas, estão as de Rubens Barrichello e David Coulthard. Rubinho afirma que gostaria de ser engenheiro mecânico, enquanto Coulthard trabalharia com a empresa transportadora de seu pai. O francês Olivier Panis, da Toyota, provavelmente faria Direito. Ralf Schumacher e Jarno Trulli foram os donos das únicas respostas sem criatividade. Ambos disseram que não conseguiriam se imaginar longe dos carros de corrida.