10 de julho de 2026
Regional

Agentes penitenciários ameaçam entrar em greve a partir do dia 15

Adilson Camargo (*)
| Tempo de leitura: 2 min

Os quase 1.800 funcionários do sistema prisional de Bauru e região entrarão em greve a partir do próximo dia 15 caso não haja um entendimento entre o sindicato da categoria e o governo do Estado na reunião que está marcada para segunda-feira, dia 14, em São Paulo.

Segundo a coordenadora regional da greve, Márcia Ferraz Barbosa, será a última oportunidade para que o governo aceite as reivindicações dos servidores e evite a paralisação.

O principal pedido da categoria é a formulação de um plano de carreira. De acordo com Márcia, a greve de 2001 só foi suspensa porque o governo havia se comprometido com a elaboração do plano.

Desde então, o assunto foi esquecido pelo governo do Estado, segundo declarou a coordenadora regional. A greve, se ocorrer, vai afetar o funcionamento de praticamente todas as penitenciárias do Interior do Estado, o que inclui as duas de Pirajuí, Getulina, Iaras, Avaré e Álvaro de Carvalho, entre outras.

A Penitenciária Regional e os Centros de Ressocialização (CRs) masculino e feminino de Araraquara e região também estariam na lista. O coordenador regional do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo e funcionário da penitenciária de Araraquara, João Batista Pancioni, afirma que os representantes tentaram um acordo com o titular da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Nagashi Furukawa, mas ele informou que somente a Casa Civil poderia decidir sobre um reajuste salarial.

Com a greve dos servidores do sistema penitenciário, apenas os serviços essenciais como a segurança, a saúde e a alimentação dos sentenciados continuarão a ser exercidos.

Furukawa informou, através da assessoria de imprensa da SAP, que os funcionários do sistema apresentaram a proposta de reajuste e uma carta pedindo um contato pessoal e solicitando uma audiência na Casa Civil antes do dia 15, pois a partir desta data está definida a greve.

Em Araraquara, são quase 400 funcionários do sistema prisional e no Estado todo são 27 mil trabalhando em mais de 130 unidades prisionais. Os funcionários pedem reajuste de 40,8% e equiparação salarial entre os agentes de escolta e vigilância e os agentes penitenciários. Os agentes de muralha, como são mais conhecidos, ganham R$ 750,00 e eles pedem aumento para R$ 1,2 mil.

Ainda fazem parte da pauta de reivindicações a incorporação das gratificações, a criação de uma aposentadoria especial e também a contratação de funcionários. O salário inicial de um agente penitenciário é de R$ 1,2 mil. O último reajuste de 7% aconteceu em abril de 2002.

(*)Colaborou Cláudio Dias, da Tribuna Impressa