08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Façamos a autópsia


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Conhecer o passado é essencial para que se tenha um futuro promissor. Isso é válido tanto para as pessoas, individualmente, quanto para sociedades e países. O presente é reflexo do que já se passou. Quem nunca ouviu a tão propalada frase: “Um país sem passado é um país sem futuro”? O juízo de valores da atual sociedade, a forma como se veste, se alimenta, a valorização do trabalho intelectual em detrimento do manual. Tudo isso tem suas raízes em tempos remotos. Para se entender a cultura de uma nação é preciso conhecer sua história. Daí a importância dessa matéria nas escolas. Há alguns anos, o governo, como forma de reduzir gastos, quis abolir esta diciplina dos ensinos fundamental e médio da rede pública. Que futuro pode ter um país que não se preocupa em ensinar às novas gerações o seu passado?

Há quem sustente que não se deve olhar para trás, alegando que o tempo não volta. Logo, inquietar-se pelo que não pode ser mudado é um erro. Quem pensa de tal forma está equivocado. As faltas do passado não podem ser ignoradas. É preciso analisá-las, procurando entender porque as expectativas foram frustradas. Disso, obtém-se sabedoria e experiência para se enfrentar as dificuldades do porvir. Deve-se, portanto, reter o aprendizado das derrotas e fracassos. Idealizar uma vida constituída apenas de momentos agradáveis é covardia e fuga da realidade. É necessário que as pessoas compreendam o verdadeiro significado de se aprender com o que já foi. Uma vez que essa é uma forma de se errar menos no presente. Antes de se enterrar os mortos, deve-se fazer a autópsia. (Gislaine Rodrigues de Campos - RG: 46902909-2 - estudante)