07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Novela

O vereador Milton Dota Jr. (PTB) parece ter dado um ultimato a si próprio, ontem, para não definir se o partido se alia ou não com o PPS na eleição proporcional e majoritária em Bauru. Dota saiu afirmando que a aliança tinha que ser definida ainda ontem. Como ainda não houve acordo, ele próprio se recolheu para esperar, talvez, que os caciques estaduais petebistas e do PPS digam o que terá de ser acordado. Já o presidente do PPS, Rubens de Souza, sumiu ontem.

• Gentileza

O comando pedetista em Bauru entra na pré-campanha com um ato cordial em favor dos tucanos. O PDT havia agendado convenção para ser realizada no plenário da Câmara no próximo sábado. Ocorre que os tucanos marcaram encontro para a mesma data e local. Mesmo tendo feito a reserva de solicitação com antecedência, os pedetistas concordaram em abrir mão da data para o PSDB. Será que as ações cavalheiras vão ficar em pé no período de campanha?

• Apoio a Caio

Durante recente exposição a industriais ligados ao Ciesp de Santo André, na Grande São Paulo, o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e candidato à presidência da entidade, Claudio Vaz, defendeu a participação efetiva de empresários da indústria na ação política e partidária das localidades em que atuam e citou o nome de Caio Coube, candidato a prefeito de Bauru pelo PSDB.

• Ciesp na política

Segundo Claudio Vaz, já é possível verificar o Ciesp ganhando espaço político no Estado - de 41 diretorias regionais, há dirigentes participando das gestões municipais, em diferentes funções, em 23 delas. “Hoje, os políticos não entendem muito o mundo da produção e é importante termos alguém que leve a mensagem da indústria aos diretórios regionais e municipais”, afirmou.

• Uma no cravo...

A Câmara Municipal de Jaú está dando um bom exemplo de administração e cidadania. Os vereadores da vizinha cidade acabaram com o recesso parlamentar de julho. Em Bauru, por exemplo, além da parada do meio do ano - de um mês -, os parlamentares ainda usufruem de mais 60 dias no final do ano - dezembro e janeiro. No total, são três gloriosos meses de descanso. Enquanto isso, o brasileiro comum goza 30 dias, quando goza.

• ...outra na ferradura

Ao mesmo tempo, a mesmíssima Câmara de Jaú também deu um exemplo questionável à classe política. A partir do ano que vem, os subsídios dos vereadores e do prefeito vão ser corrigidos anualmente pelo INPC. Nesse quesito, o Poder Legislativo de Bauru merece citação. Desde janeiro de 2001, início da atual legislatura, os subsídios estão inalterados. Contudo, os ganhos com sessão extra viraram rotina.

• A cor do dinheiro

Na próxima segunda-feira, logo após a sessão da Câmara de Bauru, a subcomissão encarregada de analisar as dívidas da prefeitura vai apresentar um relatório que aponta a real situação financeira do município. A secretária de Finanças, Maria Inês Sander, e os técnicos da prefeitura estão sendo aguardados para explicações.