10 de julho de 2026
Política

Dom Luiz Guedes vai receber o título de Cidadão Bauruense

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O bispo diocesano de Bauru, dom Luiz Antonio Guedes, é o mais novo Cidadão Bauruense. Projeto de autoria do vereador Faria Neto (PDT) foi aprovado na última sessão da Câmara Municipal. Ontem, o parlamentar pedetista, acompanhado do presidente do Conselho Diocesano de Leigos e Leigas, Luiz Vitório Orti, e do presidente do Poder Legislativo, vereador Renato Purini (PMDB), informou oficialmente ao bispo a aprovação do título pelos vereadores.

A homenagem foi aprovada levando-se em consideração as atividades de Guedes desenvolvidas em sua vida sacerdotal, iniciada há 32 anos, e em função de sua atuação na diocese, desde sua posse, ocorrida em dezembro de 2001.

A sessão solene para a entrega do título deverá ser marcada pelo cerimonial da Câmara, de acordo com a agenda de compromissos do homenageado.

“Dom Luiz Antonio é figura importante em nossa comunidade e, através dele, nós, do Poder Legislativo, estaremos destacando os 40 anos de atividade de nossa diocese”, disse Faria Neto. O título de cidadania é oferecido àqueles que em função do seu trabalho, residindo ou não no município, colaboram para o seu desenvolvimento e para o bem-estar da população.

O bispo é natural de Mogi Mirim - região de Campinas. Foi ordenado diácono no dia 12 der março de 1972 e nomeado bispo auxiliar de Campinas em 1997. Sua nomeação para a Diocese de Bauru foi comunicada pela Nunciatura Apostólica no dia 24 de outubro de 2001.

Reforço

O presidente do Conselho Diocesano de Leigos, Luiz Vitório Orti, aproveitou a oportunidade para reforçar a proposta da entidade às comunidades católicas. Ele defende, a partir dessas eleições, uma modificação da lógica que vem predominando no processo eleitoral.

“Hoje, lideranças que se tornam candidatos através de indicação dos partidos buscam as comunidades e na maioria das vezes dividem os votos e as forças da comunidade, não conseguindo se eleger. E, ao invés de prestar um serviço à comunidade, o fazem aos caciques dos partidos, que afinal são os que acabam se elegendo sem terem se comprometido pessoalmente com os projetos”, explica.

Segundo ele, o conselho propõe que as comunidades católicas formulem projetos e, a partir deles, identifiquem um representante que deverá contar com o apoio do grupo. “Esse candidato assumirá compromisso com o projeto e com a comunidade”, conta.

Orti avalia que existe falta de testemunho e comprometimento por parte dos políticos que se comportam no exercício de seus mandatos, mesmo se atribuindo a denominação de cristão.

“Dentro desta ótica, é que temos nos posicionado, ou seja, de que não é suficiente que um candidato se intitule como cristão católico ou cristão de outra denominação. Além disso, é imprescindível que o candidato tenha testemunho de vida e engajamento na comunidade. Estes é que devem referendá-lo para representar e comprometer-se com o projeto”, finaliza.