07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

HERÓI E VILÃO

Já começam a surgir reclamações da torcida e de dirigentes são-paulinos que esperavam que Luís Fabiano fosse responsável pela classificação do Tricolor à final da Libertadores. Como o São Paulo perdeu para o Once Caldas e o artilheiro do torneio - com oito gols - não foi bem, parece que o Fabuloso é o bode expiatório. Ninguém consegue carregar tudo sozinho. O atacante está irritado com algumas críticas, principalmente com relação a sua participação em momentos decisivos do time. Ouvi Luís Fabiano afirmar em uma rádio, que estaria num “processo de fritura” interno, como aconteceu com o meia Kaká na época de sua ida para o Milan. “De repente esqueceram o que fiz pelo São Paulo. Mas, se estiverem contra mim lá dentro (do São Paulo), é só falar que estou à venda que algum clube vai querer”. E acrescentou: “Não sei de onde saem essa coisas (críticas internas). A gente se dá muito bem” - referindo-se ao tratamento que tem com os jogadores, dirigentes e comissão técnica. Não acredito em fritura. O Fabuloso deve saber muito bem que vida de artilheiro é assim mesmo: herói quando faz gol e vilão quando não faz.

FLA/VANTAGEM

O clássico de amanhã entre Flamengo e Corinthians, em Limeira, será o 102º jogo entre as duas equipes. O confronto direto é dos mais equilibrados, mas o Rubro-negro leva vantagem: dos 101 jogos realizados até hoje, o Flamengo venceu 42, perdeu 39 e foram registrados 20 empates. O Flamengo marcou 168 gols e sofreu oito, com saldo positivo de oito gols. O primeiro confronto foi um amistoso em 1º de dezembro de 1918, no Rio, com vitória do Corinthians por 2 a 1. O último jogo foi pelo Campeonato Brasileiro de 2003, no Maracanã, com vitória do Flamengo por 1 a 0. Pelo Brasileirão, as duas equipes jogaram 37 partidas, com 14 vitórias do Rubro-Negro, 13 derrotas e 10 empates. As informações são do site oficial do Flamengo.

PEGOU MAL

A Associação Italiana de Consumidores (Codancons) deseja levar aos tribunais do país o atacante Totti, da Roma, cobrando cinco milhões de euros por perdas e danos, pois considera que a cusparada sobre o meia dinamarquês Poulsen, jogo da Eurocopa, prejudicou a imagem da Itália no mundo. Pegou mal para o jogador. Segundo a Codancons, um grande campeão como Totti deve distinguir-se não só por sua capacidade esportiva, mas também por sua moral.

O GRANDE BOCA

O Boca Juniors eliminou o River Plate da Libertadores do jeito que mais gosta, em uma dramática definição por pênaltis, e classificou-se para disputar sua quarta final em cinco anos no torneio. Essa foi a definição da imprensa argentina para a vitória do Boca sobre o River, quinta-feira. O jornais afirmam que a partida levou a torcida ao “infarto”. Depois de perder por 1 a 0 em La Bombonera, o River estava vencendo por 1 a 0 em casa (Monumental de Nuñez), sofreu um gol quase no final, mas empatou nos acréscimos, levando a decisão para os pênaltis. O Boca fez valer sua história e garantiu vaga na final contra o Once Caldas, que eliminou o São Paulo.

RÁDIO POLÍCIA

Na vitória do Once Caldas, quarta-freira, 40 mil foram ao estádio, muitos viram pela televisão e outros escutaram a partida pelo rádio. E entre as diversas emissoras radiofônicas de Manizales, uma chamava a atenção. Repórteres e locutores fardados formavam a equipe da Rádio Polícia Nacional no Estádio Palogrande. Quase todas as cidades colombianas possuem uma filial da Rádio Polícia.

NA TELINHA

Os dirigentes do XV de Piracicaba ficaram mordidos por causa da transmissão ao vivo da Rede Vida, do jogo deste domingo, porque esperavam - digo, esperam - dez mil pagantes no Barão da Serra Negra. Eles têm la suas razões, mas é claro que eu gostei. Bom para o Noroeste e telespectadores bauruenses. Como o jogo será mostrado para todo o País, ninguém vai ganhar no grito.

MEMÓRIA

Campeonato Paulista de 1985: Portuguesa 4 x 1 Noroeste, no Canindé, gols de Toninho 3 e Luís Muller. Osmair fez o gol de honra do Norusca. Árbitro: Flávio de Carvalho. Público pagante: 6. 472. Portuguesa: Serginho (Éverton); César, Luís Pereira, Cláudio e Albéris; Célio, Edu Marangon e Toninho; Toquinho (Jorginho), Luís Muller e Esquerdinha. Técnico: Jair Picerni. Noroeste: Sílvio Luís; Rosemiro, Jorge Fernandes, Carlos Alberto e Ferreira; Marcão, César e Washington; Bira, Osmair e Jânio (Amauri). Técnico: Fedato.