30 de maio de 2026
Tribuna do Leitor

PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DAS COMUNIDADES CATÓLICAS


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O Conselho Diocesano de Leigos e Leigas está propondo às comunidades católicas que haja, a partir das próximas eleições, uma modificação na lógica eletiva que vem predominando até então. Hoje, lideranças que se tornam candidatos através da indicação dos partidos, buscam as comunidades e, na maioria das vezes, dividem os votos e as forças destas comunidades, não conseguindo se eleger. Desta forma, ao invés de prestar um serviço a sua comunidade, servem aos chamados caciques dos partidos, que afinal acabam se elegendo sem ter quaisquer compromissos com os projetos destas comunidades.

O que o Conselho de Leigos e Leigas está propondo com o seu projeto de participação política é que as comunidades católicas formulem projetos de participação, e através destas iniciativas identifiquem um representante, que contará com o apoio da comunidade e, desta forma, assumindo compromisso com o projeto e com a comunidade.

Os ensinamentos e o testemunho de vida de Jesus Cristo por si só bastariam para criar uma sociedade justa e fraterna. Entretanto, cabe dizer que o título de cristão católico ou cristão de outra denominação não é condição suficiente para garantir que tal candidato segue o modelo do Mestre. Na verdade, o que temos visto é uma total falta de testemunho e comprometimento com que grande parte dos políticos se comporta no exercício de seus mandatos, apesar da sua denominação de cristão.

Dentro desta óptica é que temos nos posicionado de que não é suficiente que um candidato se intitule como cristão católico para ser eleito. O que o Projeto de Participação Política pressupões é que o candidato tenha testemunho de vida, participação e engajamento na sua comunidade católica. Pois é ela, a comunidade, que deverá referendá-lo para representá-la e irá cobrá-lo pelo seu compromisso assumido com o projeto. (Luiz Vitório Orti - presidente do Conselho Diocesano de Leigos e Leigas - Bauru)