O governador Geraldo Alckmin (PSDB) divulgou, ontem, em visita à região, a liberação de R$ 70 milhões para a contratação de duplicação de novo trecho da rodovia Bauru-Marília (SP 294), com as obras sendo iniciadas, desta vez, a partir de Bauru. A liberação dos recursos foi confirmada durante participação do governador no encerramento Fórum São Paulo: Governo Presente, em Marília (100 Km a Oeste de Bauru).
Durante solenidade de entrega de viaturas para as áreas de saúde e agricultura em Vera Cruz, ontem, Geraldo Alckmin destacou que a idéia é realizar o novo trecho a partir de Bauru para, em seguida, abrir o último lote da duplicação. “Estamos garantindo mais R$ 70 milhões para a duplicação e depois vai ficar um trecho entre Bauru e Marília. Tendo os recursos assegurados, pretendemos liberar em um ou dois lotes de obras, neste caso sendo um de cada lado”, explicou o governador.
Em discurso, Alckmin reiterou que o Estado está realizando a obra por etapas em função da decisão de não instalar pedágios no trecho. “É uma questão de compromisso com o caixa e o planejamento de investimentos. Se pudéssemos, faríamos tudo ao mesmo tempo, mas o desembolso dos recursos seria muito grande. Então, fizemos um lote aqui entre Marília e Vera Cruz. Prontos estes 19 quilômetros vamos para a outra ponta em Bauru”, citou.
Ele lembra que alguns trechos na saída de Bauru, na SP 294, já contam com duas pistas. “Vamos emendar esse trecho duplicado à saída de Bauru. Fica faltando o meio entre as duas cidades, que vamos fazer em seguida”, disse.
Acompanhado do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), o governador comentou que a licitação vai incluir obras de arte (como acessos e trevos) e vai interligar a área duplicada à saída da cidade, junto à avenida Elias Miguel Maluf. “A duplicação da rodovia Bauru-Marília é uma reivindicação de toda a região e o governo confirma o compromisso de priorizar esta obra, conforme definição de audiência pública regional. É um pedido de todos os prefeitos da área de abrangência”, comentou.
Para Tobias, a duplicação a partir de Bauru vai colaborar para a redução de acidentes. “É um trecho muito perigoso. Além disso, a duplicação vai trazer um novo panorama para a região da avenida Elias Miguel Maluf, próximo à Vila Industrial, gerando maior segurança e valorização. Vamos brigar para que o projeto inclua a duplicação da avenida interligada com a pista”, contou.
Dia de governo
A passagem de Geraldo Alckmin mudou a rotina da tranqüila Vera Cruz. O governador chegou à cidade às 9h45, andou pelas ruas cumprimentando moradores e visitou alguns estabelecimentos comerciais do Centro. Em companhia dos deputados Vinícius Camarinha (Marília) e Pedro Tobias (Bauru), Alckmin visitou uma lanchonete acompanhado de dezenas de moradores.
Durante o trajeto, o prefeito de Vera Cruz, Antonio Rodolfo Devito, foi chamado a levar o governador para tomar um café. Alckmin experimentou uma xícara na Lanchonete Cristal e pagou com uma nota de R$ 5,00 sob o olhar dos curiosos. Recebeu o troco por três cafés (R$ 3,80) e retornou para a maratona de cumprimentos, posou para diversas fotos ao lado de populares, entrou em uma farmácia na esquina da rua Paulo Franco com a Arthur Bertone e só depois se dirigiu ao pequeno palco instalado na rua para os discursos das autoridades.
Na rua, em frente ao palco, a assessoria de governo perfilou 48 veículos novos que foram entregues para Casas da Agricultura de municípios da região. Alckmin entregou uma a uma as chaves. Além disso, também posou para novas fotos ao lado de representantes de 36 municípios que receberam ambulâncias e descerrou a placa de inauguração de uma unidade do Banco do Povo. O governador deixou Vera Cruz às 11h50 para cumprir agenda em outras cidades da região.
Durante seu discurso, Geraldo Alckmin encaminhou solicitações feitas pela prefeitura de Vera Cruz, autorizou a liberação de verbas para alguns processos, argumentou que não iria prometer o que não pudesse ser cumprido - em uma referência a reivindicações pendentes -, criticou a manutenção dos juros em 16% pelo Banco Central, no governo Lula (PT), e ainda opinou que há espaço para que o governo federal conceda o reajuste de R$ 275,00 para o salário mínimo. Durante a semana, o governo Lula sofreu derrota no Senado com a rejeição da proposta de R$ 260,00. O projeto volta à discussão na Câmara dos Deputados.