30 de maio de 2026
Bairros

Programa de Microbacias tenta reverter cenário atual


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O Programa de Microbacias Hidrográficas, desenvolvido pelo Banco Mundial em parceria com governos estadual e municipal, é uma tentativa de reverter o atual cenário da área rural.

O objetivo é trabalhar com produtores rurais, facilitando a extensão rural. Conseqüentemente, a população ganha em orientações e infra-estrutura.

O território de Bauru foi dividido em microbacias e em uma delas, a Água Parada Pequena, o trabalho foi iniciado há três anos.

O engenheiro florestal Luiz Vicário, técnico executor do programa em Bauru, afirma que já é possível esboçar um perfil dessa região, localizada a cerca de quatro quilômetros da cidade, no caminho para o município de Arealva.

Ele afirma, por exemplo, que na região do Córrego Água Parada Pequena não existe coleta de lixo. Através do programa de microbacias, a coleta seletiva está sendo implantada nas propriedades.

“Os moradores reúnem-se e entregam o lixo em algum lugar. A coleta comum não existe. A maioria das pessoas enterram. Mas, antes, eles jogavam no rio ou atrás das casas”, conta.

“É um problema sério na área rural. Todo mundo pensa em fazer educação ambiental apenas na cidade”, acrescenta o técnico.

Outro problema detectado é a existência de poços clandestinos e fossas rudimentares (também conhecidas como fossas negras), que podem poluir os lençóis freáticos.

“A orientação que fazemos é de construção de fossa séptica, tijolada, que dá para limpar. Alertamos o pessoal que pode haver fiscalização e que há subsídios para construção de fossas sépticas”, explica Vicário.

Bauru tem cinco microbacias, que abrangem 80% das propriedades rurais de Bauru. A próxima a ser atendida pelo programa será a que inclui a fazenda Barra Grande, de acordo com Vicário.

O Programa de Microbacias dispõe de US$ 120 milhões para o Estado de São Paulo.