O Sesc Bauru está realizando desde a última quinta-feira, sua festa junina, batizada este ano de “Estação Café”. Ótima escolha dos organizadores, levando em conta que Bauru, num passado não tão distante, produziu e comercializou grande quantidade de grãos.
Lembranças deste período do “ouro negro” ainda servem como testemunha, caso da Fazenda Val de Palmas e do Distrito de Tibiriçá, que serão alvo, hoje, de uma visita guiada organizada pelo Turismo Social do Sesc.
Grão com uma rica variedade de aromas e sabores, o café se presta a uma infinidade de preparações, que podem ser degustadas na cantina do Sesc durante este mês (das 17h30 às 20h, com exceção nos finais de semana da festa); nos dias da “estação” no vagão-restaurante, e também em nossas casas, dependendo da boa vontade das “patroas”.
Da família das rubiáceas, o “Coffea arabica”, ao contrário do que o nome indica, não é originário da Arábia. Na verdade é africano, originário da Etiópia e da floresta equatorial, cujas sementes foram levadas pelos muçulmanos para a Arábia, onde se aclimataram rapidamente.
Dali seguiu para Cons-tantinopla (atualmente Istambul), propagando-se depois em todas as terras porque passava: Veneza (onde foi instalado o primeiro café público), França, Holanda, Inglaterra, Alemanha (o hábito de se tomar café com leite surgiu ali), México, Brasil e ... Bauru.
No Brasil, as primeiras produções estiveram a cargo do Pará. De lá, a cultura se espalhou para o Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo (primeiro na região da serra da Bocaina, depois Campinas e Ribeirão Preto (por causa da terra roxa) e posteriormente ao “interiorzão”, incluindo Garça, Marília e Bauru, pela facilidade de escoamento da safra através das ferrovias recém construídas ao porto de Santos.
Caio Prado, autor da “História Econômica do Brasil”, lembra que, se em 1859, a produção do Rio de Janeiro respondia por 78,9% da produção nacional, contra 12,1% de São Paulo, em 1945, somente a Fazenda São Martinho, de Ribeirão Preto, chegou a ter mais de 3 milhões de cafeeiros.
No Interior paulista, incluindo a nossa região, muitas propriedades chegavam a ultrapassar 1.100 pés.
Além de saboroso, em forma de infusões ou em pratos magistralmente preparados como na cantina e na festa do Sesc, sob orientação da técnica em Nutrição, Fabiana Dearo Coumendouros, que também assina as receitas de hoje, o café é um santo remédio.
Segundo o crítico gastronômico e jornalista Caloca Fernandes, o café era indicado como paliativo para várias enfermidades. “As folhas do cafeeiro, usadas em forma de banhos, ainda são empregadas para combater o resfriado e o reumatismo. Torrado, moído e acrescido de água fervente, em decocção, é usado para as debilidades estomacais. É excelente auxiliar da digestão, favorece a circulação e ajuda a combater os gases intestinais”. Depois de tanta paçoca, batata-doce e quentão, nada melhor do que uma xicarazinha para uma noite de paz, ainda mais levando em conta que o café também é ótimo para curar ressacas.
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Êta cafezinho bom!
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o café não contém apenas cafeína. Em sua composição também são encontradas outras substâncias importantes para o organismo humano.
O grão de café verde possui uma grande variedade de minerais como o potássio, magnésio, cálcio, sódio, ferro, entre outros necessários ao ser humano.
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O café é uma das bebidas mais populares do planeta. O que varia são as formas de consumo:
• França: na maioria das vezes é bebido juntamente com chicória.
• Áustria: em Viena é tradição o café com chantilly.
• África e Oriente Médio: É comum acentuar o sabor do café com algumas especiarias como a canela, alho e o gengibre.
• Bélgica: é servido com um pequeno pedaço de chocolate na xícara, que derrete em contato com o café.
• Itália: servido em xícaras pequenas com tiras de pão.
• Grécia: é acompanhado por um copo de água gelada.
• Cuba: é servido bem forte, e deve ser bebido em um gole só.
• Alemanha: é servido com leite condensado e chantilly
• Suíça: é adicionado café ao licor Kirsch.
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Frango empanado ao molho com café
• 1 kg de filé de frango
• 200 g de queijo mussarela
• Temperos: sal, alho e limão
• Para empanar: ovo e farinha de trigo
• Óleo para fritar
Tempere os filés com sal, alho e limão.
Corte os filés na transversal, recheie com o queijo mussarela e prenda com um palito.
Passe na farinha de trigo, no ovo batido e na farinha de trigo novamente. Frite em óleo bem quente e arrume em uma travessa.
Molho com café:
Faça um molho ao sugo com alho, cebola, tomate ralado, molho de tomate, sal e condimentos a gosto.
Acrescente 1/4 de xícara de chá de café forte coado, deixe cozinhar bem.
Cubra os filés com o molho e polvilhe queijo ralado.
O prato pode ser acompanhado por arroz branco, legumes na manteiga e salada verde.
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Molho de café para acompanhar carnes
• 100 g de manteiga
• 100 ml de café bem forte
• 150 ml de creme de leite
• 50 ml de vinho branco
• 100 ml de molho de carne
• Sal e pimenta a gosto
Bata a manteiga com o café até ficar bem cremosa. Tempere com sal e pimenta e reserve. Numa frigideira aqueça a manteiga, doure a carne que vai ser usada (dê preferência em bifes), retire a carne e na própria gordura coloque o vinho, o molho de carne e por fim o creme de leite. Sirva quente sobre os filés, salpicando salsinha picada.
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Pavê de café
• 1 lata de leite condensado
• 1 lata de leite de vaca
• 1 lata de creme de leite
• 3 ovos
• 2 colheres de maisena
• 1 xícara (café) de café forte
• 2 pacotes de 200 g de biscoito champanhe
Bater no liqüidificador o leite condensado, leite de vaca, ovos e a maisena. Em uma panela, levar ao fogo, mexendo até engrossar, retire, misture o café e o creme de leite.
Misture o licor e o café em um prato, vá umedecendo as bolachas e forrando um marinex retangular médio.
Por cima uma camada de creme, outra de bolacha umedecida, assim até terminar, desde que a camada de cima seja de creme.
Rale por cima bolachas não umedecidas, misturadas com duas colheres de chocolate granulado.
Enfeite com algumas cerejas e um ramo de hortelã.
Rendimento: 15 porções
* Para molhar as bolachas: 1 xícara (chá) de café misturado a 1/4 de xícara (café) de licor de café
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Café São João
Coloque no fundo da xícara um pedaço de chocolate ao leite, acrescente café, leite, cubra chantilly e enfeite com raspas de chocolate e canela em pó.
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Café Santo Antônio
Coloque em uma xícara café, acrescente 1 colher de chocolate em pó, complete com leite quente e cubra com chantilly.
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Café - Próxima Parada
Para cada xícara de leite coloque uma colher de chocolate em pó, meia xícara de café, acrescente uma colher de leite condensado, uma colher de creme de leite e uma colher de conhaque.
Bata tudo no liqüidificador e sirva quente.