08 de julho de 2026
Geral

Em Botucatu, ONG doa e castra animais

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Além de manter um convênio para castração de cães e gatos abandonados, evitando o aumento sem controle do número de animais nas ruas, a Associação de Proteção aos Animais (APA) de Botucatu promove uma feira para adoção dos animais recolhidos e abrigados no canil da prefeitura. Ao contrário de Bauru, onde a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) trava uma guerra com a administração municipal, a organização não-governamental (ONG) de Botucatu de proteção animal trabalha lado a lado com a prefeitura.

Segundo a presidente da APA-Botucatu, Maria Lúcia Paschoalick Alexandre, a entidade não faz o recolhimento de cães e gatos errantes e trabalha principalmente com orientação sobre posse responsável, promovendo e fiscalizando a doação e castração dos animais. O recolhimento e abrigo dos animais é realizado pela administração municipal.

“Não há como uma entidade manter uma grande quantidade de animais em seu canil, como ocorre em Bauru. Se você começa a recolher os animais, os recursos acabam sendo destinados apenas para manutenção e você deixa de fazer castração, de dar vacina. Optamos por não recolher. A prefeitura mantém o canil e nós promovemos a feirinha de doações”, completa.

A entidade promove todos os meses a feira de exposição e adoção dos animais recolhidos pela prefeitura, sempre com grande procura da população. De acordo com a presidente, os interessados devem preencher uma ficha com seus dados pessoais e a fiscalização da situação do animal fica a cargo da prefeitura. “Nesta quinta (amanhã), teremos uma reunião com o pessoal da vigilância sanitária para que também tenhamos acesso a esses dados dos cadastros e também possamos controlar as pessoas que recebem os animais”, comenta.

Maria Lúcia relata que a ONG possui um convênio com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) que possibilita a realização de mutirão para castração de dezenas de animais a cada um ou dois meses. “Nós cobramos da prefeitura, da Vigilância Sanitária e da equipe epidemiológica a castração dos animais. Ainda mantemos a castração de cerca de 40 animais todo mês com nossos recursos”, diz.

A intenção dos membros da APA é transformá-la em entidade de utilidade pública, para que possam receber repasse de verbas do governo. “Estamos preparando a documentação para isso. Em Botucatu, o animal que vai para as ruas é mais aquele abandonado pelas famílias de classe média. Nosso trabalho é mais focado na castração dos animais abandonados, tanto na periferia como no Centro, e na cobrança da posse responsável”, conclui.