09 de julho de 2026
Articulistas

Dois pra lá, dois pra cá!


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Concebe-se, de pronto, que o sono constitui um fenômeno singularmente simples, pois é considerado uma manifestação profundamente natural dormir depois de algum esforço físico, sendo, por isso, para o homem e a mulher, uma das funções mais importantes dentre os seus bens corporais. O sono é, contudo, regulado por fatores fisiológicos e psicológicos, razão pela qual perdê-lo, por pouco que seja, representa sintoma inequívoco de alguma alteração psíquica ou física.

Dormir, então, deveria ser coisa facílima, espontânea, porém tal não acontece com o homem moderno, uma vez que problemas insignificantes ou mais sérios levam o humano a sofrer de insônia, do que se conclui que a modernidade, que afeta a quase totalidade dos bens materiais, levando-os às maiores dificuldades para ser adquiridos, já atinge também a psicologia dos seres, tirando deles seus poderes de descanso diurno ou noturno, o que acontece principalmente nas metrópoles e cidades grandes, onde o ritmo das atividades profissionais provoca tensões junto a outros acontecimentos, como a ingestão demasiada de bebidas alcoólicas e excessos na alimentação, falhas que minimizam o equilíbrio e a harmonia física das pessoas, prejudicando a sua normalidade sonífera.

Não se pode, portanto, deixar de recorrer a vários recursos individuais para que o sono continue a ser usado na vida como remédio para a imprescindível saúde das pessoas, no que se destaca a descontração dos músculos através de exercícios físicos, acompanhados de respiração-relax, ambiente arejado, leituras agradáveis destituídas de insinuações trágicas, músicas algo suaves e enternecedoras, ótimo relacionamento com parentes e colegas de serviço, e, igualmente, suavidade nos exercícios do trabalho, evitando-se, quando possível, ingestão de sedativos e outros tipos de calmantes, que, na verdade, tranquilizam as pessoas mas não lhes devolvem o sono deixado para trás.

Consulte-se o médico preferivelmente. Impõe-se, enfim, que se cuide do sono com todo carinho, sem magoá-lo, pois ele, quando descuidado ou subconsiderado, pode tornar-se uma jóia difícil, um brilhante raro, “dois pra lá e dois pra cá”, revela uma canção que acabamos de ouvir no rádio e que é também a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Se entenderes que não podes obrigar ninguém a nada, absolutamente nada, então estás pronto para nutrir a sua amizade”.