31 de maio de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador: Verdades à beira do rio


| Tempo de leitura: 2 min

“Esta narrativa é um fato, aliás três fatos e como tais são verdadeiros.

Todo mês de outubro vamos ao rancho do Ypê, no rio Paraguai, cujo proprietário é o Jaime Elorza.

Quando eu ainda não era pescador, ouvia histórias mirabolantes sobre as pescarias e jamais acreditei.

Pois bem, a partir do momento que comecei e virei um pescador, aconteceram vários fatos que me fizeram acreditar nos contos dos pescadores. Vou contar três fatos que aconteceram com nossa caravana.

Éramos quatro amigos em um barco: Célio Auto Capas, João Olimpio, eu (Mário), e o piloteiro. Saímos às 6h com a caixa de isopor cheia de cervejas e marmitas, pois só voltaríamos ao entardecer.

Eram por volta das 10h, quando o Célio arremessou a primeira isca, e, naquele momento, vimos e sentimos que caíam penas sobre nós. Qual foi nossa surpresa, quando um pássaro, não sei precisamente o nome, avançou na isca e ficou fisgado no anzol. Naturalmente, como bons pescadores, preservamos a natureza e soltamos o bichinho com todo o cuidado.

Por volta das 11h, paramos na sombra para degustar o nosso rango. O nosso companheiro João Olimpio, que não abre mão de chupar laranjas e jogar os bagaços para os peixinhos que se aglomeram em volta do barco, resolveu pegar alguns peixes para fazer de isca. Ele colocou um anzol ali mesmo, mergulhou a isca para brincar e, de repente, sentiu uma forte fisgada. Para nosso espanto, ele tinha fisgado um dourado de três quilos.

Esperamos o nosso bucho fazer o ‘quilo’ e fomos nos aventurar rio abaixo. Quando era umas três da tarde, sob o sol escaldante, fomos descansar em uma sombra na baía.

Com o barco parado, eu disse aos meus companheiros que iria testar a profundidade do local a título de curiosidade. Medimos aleatoriamente e verificamos que tinha mais ou menos uns quatro metros de profundidade. No instante que puxei o anzol a 50 cm da água, pulou um lobó de 3,5 Kg, que foi fisgado instantaneamente. Todos ficaram assustados com o barulho do peixe ao sair da água.

Nesse mesmo dia e em condições idênticas, eu fisguei um pintado para finalizar. Só quem pesca sabe dos fatos e aventuras que acontecem no Pantanal.

Quem não acreditar no que narrei pode confirmar com o amigo pescador Célio. Abraços.”

Mario Yamamoto é odontólogo, pescador e contador de histórias.