07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Extraordinária

O Legislativo deverá decidir hoje, a partir das 10h30, se autoriza ou não o município a contrair empréstimo de até R$ 65 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF) para tratar o esgoto. As previsões não são as melhores para o prefeito Nilson Costa (PTB), que durante todo o governo não conseguiu configurar uma real bancada de sustentação na Câmara. São necessários dois terços do plenário dizendo sim ao projeto, ou seja, 14 votos.

• Na reta final

Oito partidos começam a homologar, de amanhã até quarta-feira, os nomes de seus candidatos a prefeito, vice e de vereadores para as eleições de outubro. O prazo final dado pela Justiça Eleitoral esgota-se na próxima quarta-feira. Já estão definidos oficialmente como candidatos a prefeito Caio Coube (PSDB), Luiz Carlos Valle (PSB), Tuga Angerami (PDT) e Sandro Fernandes (PSTU).

• Dia decisivo

Quem definirá de vez seu futuro político hoje - pelo menos é essa a expectativa - é Dudu Ranieri. Ele ainda tem dúvidas se irá ou não disputar a prefeitura. Mas também tem simpatia pessoal pela candidatura do vereador Luiz Carlos Valle. Se Dudu e seu grupo definirem por Valle, o PFL indicará seu vice, que poderá ser Chiara Ranieri.

• Na frigideira

Os secretários municipais de Saúde, Hanna Saab, e de Obras, Angelo Padovan, já estão na frigideira no terceiro andar do Palácio das Cerejeiras. Os dois são indicações do vereador Milton Dota Jr. (PTB), que levou seu partido para uma coligação com o PT. Nilson, filiado ao PTB, já avisou que mesmo assim vai apoiar a candidatura de Antonio Sérgio Marsola, do PPS. Além disso, há uma lista de cargos petebistas em risco.

• Toledinho vice?

Antonio Eufrásio de Toledo Filho (o conhecido Toledinho), filiado ao PTB, confirmou ontem que realmente foi convidado para ser indicado a vice na chapa encabeçada por Estela Almagro (PT). Toledinho disse que está analisando o convite e vai se definir nas próximas horas. O PT fez aliança com o PTB em Bauru.

• Negociação

Qual o fiel da balança na negociação salarial dos motoristas e condutores do transporte coletivo em Bauru? A administração municipal. Isso mesmo. Como a legislação garante às concessionárias lançar na totalidade o custo de salários e encargos para a Câmara de Compensação Tarifária (CCT), a administração acaba tendo relação direta com o reajuste a ser concedido à categoria. Mais um absurdo dessa tal Câmara Tarifária.

• Patrão indireto

E é fácil entender por que a negociação com os trabalhadores do transporte coletivo reflete no Executivo e, por conseqüência, na população. Porque o custo da tarifa em Bauru é subsidiado, conforme a esdrúxula lei. Assim, o salário dos profissionais do setor inserido na planilha de custo é pago, indiretamente, através da remuneração das empresas pelo usuário.

• Participação

Este dado reforça a importância da discussão sobre o custo do sistema de transporte urbano. Agora, verifique-se as atas das reuniões do Conselho de Usuários para ver que um dos membros mais faltosos às reuniões é justamente o representante do sindicato da categoria.