30 de maio de 2026
Bairros

Nos bairros, comunidade cobra solução

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Nas ruas de Bauru, no perímetro urbano, animais de grande porte também aparecem com freqüência e incomodam moradores.

No Jardim Tangarás, por exemplo, a comunidade já se acostumou à presença de bois, cavalos e até cabras e bodes. “É bem freqüente. Animais no bairro já são como pessoas andando. Estão sempre em grupos. Andam no meio das ruas, nas calçadas e entram nos quintais abertos. Tem muito quintal sem portão”, explica Zaqueu Vieira da Silva, presidente da Associação de Moradores do Jardim Tangarás.

O morador afirma que há diversos criadores no bairro. Cad um deles tem dez animais que não receberiam cuidados adequados. Por falta de alimento, os donos os soltariam nas ruas para pastar.

“Falta muito capim. Sempre foi assim. Na época de seca piora porque eles soltam todos os animais juntos. Os donos não entendem que eles devem ficar presos em um local adequado”, expõe Zaqueu.

As crias invadem até mesmo a praça do bairro e devoram as plantas do local. O mesmo ocorre com os arbustos plantados nas calçadas.

“Os moradores ficam preocupados e ninguém consegue plantar nada na calçada. Os cabritos destruíram quase todas as árvores que eu plantei no bairro - ipês, saboneteiras, etc. Eu peço para todo mundo ficar tocando quando encontrá-los”, diz.

Outra preocupação são os acidentes. Zaqueu afirma que um menino de três anos foi atropelado por um cavalo no bairro. Ele sofreu ferimentos e foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central, onde recebeu atendimento médico.

O presidente da associação afirma que a Prefeitura de Bauru já recolheu alguns animais. Mas geralmente eles são recuperados pelos donos e dias depois voltam às ruas. “Deveria haver mais empenho nesse problema e uma autoridade sobre isso”, sugere.

No Núcleo Octávio Rasi, o problema também incomoda moradores. No dia 16 de abril, um motociclista morreu depois de se chocar com um cavalo no acesso Horácio Frederico Pyles, da rodovia Bauru-Jaú.

De acordo com Marilene Rodrigues Moço, presidente da Associação de Moradores do Núcleo Octávio Rasi, diariamente há vacas e bois soltos nas ruas do bairro e os próprios moradores são obrigados a tocá-los.

“Eu sempre vejo isso pela manhã, quando saio para caminhar. São os proprietários que soltam os animais para pastar. Já teve carros que atropelaram vacas por aqui. De dentro do bairro, eles vão para a pista”, observa.

Marilene conta que já aconteceu de boiadas “passearem” pelas proximidades da escola do bairro. Agora, em decorrência das reclamações da comunidade, os proprietários estariam soltando os animais nas entradas do bairro.

“Muitos moradores reclamam. Principalmente as senhoras que fazem caminhada. Elas encontram os bois e voltam para casa com medo, sem terminar a caminhada”, enfatiza.

A presidente da associação costuma ligar para o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Sudeste e para a Polícia Militar, que acionam os órgãos competentes. Mas nem sempre os responsáveis aparecem para solucionar o problema.

“Fizemos reuniões com os moradores do bairro pedindo para que eles colaborassem e avisassem os proprietários que eles conhecem. Há dois meses atrás, havia animais na rua todos os dias. Agora está melhorando, mas ainda tem muito”, diz Marilene.