09 de julho de 2026
Regional

Piratininga não vai ser beneficiada com verba

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A vizinha cidade de Piratininga (13 quilômetros a sudoeste de Bauru), com seus 109 anos, ainda não tem um terminal rodoviário. A população, com mais de 10 mil habitantes, usa o circular para fazer a “ponte” com Bauru para embarque e desembarque nas guaritas ou em pontos de ônibus que não tenham cobertura.

Segundo o secretário de obras, Antônio Alvarez Rodrigues, a prefeitura não tem projeto para a construção de um terminal e nem tão pouco solicitou verbas ao governo estadual ou federal para a construção.

Rodrigues enfatiza que o município precisa do terminal. “Temos duas empresas servindo a população. Com a rodoviária, poderíamos ter outras empresas. Hoje, os moradores podem ir para Bauru, Ipaussu, Cabrália Paulista, Duartina até Ubirajara.”

Ele explica que, em Piratininga, existem oito guaritas para abrigar a população que viaja. “Para embarque e desembarque de passageiros.”

Falta estrutura

A secretária Renata de Castro Padilha Moreno, por exemplo, mora em Piratininga e trabalha em Bauru. Todos os dias, ela aguarda o circular no ponto da praça principal. “Aqui tem cobertura e bancos para sentar. Mas quando chove ou faz frio é ruim”, reclama.

Para ela, falta estrutura para abrigar a população que viaja. “Nesse ponto ainda tem cobertura, mas há aqueles que nem isso tem.”

A dona de casa Maria Aparecida de Oliveira mora em Bauru e viaja sempre para Piratininga para visitar parentes e amigos. “Eu acho que o problema se agrava no período noturno. Sem rodoviária, aguardamos o circular na rua e estamos sujeitos à violência.”

Da mesma opinião compartilha a comerciante Ana Maria Dias Alves de Souza. “No período noturno, as pessoas ficam com medo de ficar nos pontos. A cidade não tem movimento e os moradores ou visitantes que vão embarcar ficam receosos de sofrer alguma violência.”

Ela acha que um terminal rodoviário poderia acabar não só com esse problema, mas também oferecer um pouco de conforto para aqueles que viajam. “Um terminal com banheiros e lanchonete seria o correto”, opina.