Fazer uma ligação interurbana dentro do Estado de São Paulo sem antes pesquisar o valor da tarifa pode sair muito mais caro do que se imagina. Um levantamento realizado na primeira quinzena de maio pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostra que a diferença do valor cobrado entre as operadoras do sistema de telefonia pode ser de até 400%.
Só para se ter uma idéia, uma ligação feita de Bauru para Iacanga (em que a distância é de 50 quilômetros), em horário comercial, pode custar R$ 0,12731 o minuto se feita pela Telefonica, e R$ 0,61667 se a operadora escolhida for a Intelig Telecom.
De acordo com informações da assessoria de imprensa do Idec, cada operadora disponibiliza ao consumidor um plano básico e vários planos alternativos de ligações.
O básico é aquele no qual não é necessário fazer uma prévia contratação, ou seja, basta o consumidor digitar o código da operadora que, automaticamente, ele estará acessando o serviço.
No Estado, a Telefonica e a Embratel são as que se encaixam nesse perfil. Elas calculam suas tarifas com base na distância, no dia e no horário em que a pessoa usa o serviço. A quantidade de quilômetros entre as localidades é o que determina o degrau tarifário em que se classifica a ligação.
Já a Intelig, que prioriza a fidelização do cliente e prefere investir em planos específicos, cobra um valor unificado para qualquer tipo de ligação, independentemente da distância e do horário.
Para saber o quanto essa diferença de tarifas pesa no bolso, basta fazer alguns cálculos: ligar de Bauru para Dois Córregos (que ficam a uma distância de 73 quilômetros uma da outra), por exemplo, no horário de tarifação normal, vai custar R$ 0,20322 o minuto pela Telefonica e R$ 0,61667 pela Intelig, uma diferença de 203%. Já telefonar de Bauru para São Paulo (350 quilômetros de distância), também no horário comercial, pode custar até 60% mais, dependendo da operadora.
A assessoria de imprensa do Idec recomenda que as chamadas de longa distância nacional sejam feitas nos horários super-reduzidos ou reduzidos, que são os mais baratos.
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão que regula o setor, uma ligação de Bauru para São Paulo, no horário super-reduzido, vai custar R$ 0,06969 pela Telefonica, e R$ 0,09844 pela Embratel (as duas concessionárias que fazem a diferenciação de preços).
Já no horário reduzido, essa mesma chamada custaria R$ 0,13941 pela Telefonica e R$ 0,19694 pela Embratel. No período com tarifação normal, ligar de Bauru para São Paulo custaria R$ 0,27882 pela Telefonica e R$ 0,39397 pela Embratel. No período mais caro, no qual a tarifação é chamada de diferenciada, o consumidor pagaria R$ 0,52326 pela Telefonica e R$ 0,47855 pela Embratel.
Alternativos
Além das tarifas comuns a todos os usuários, as operadoras trabalham com um esquema de fidelização do cliente, oferecendo planos alternativos. Cada um possui características específicas destinadas às necessidades do usuário.
Eles são destinados a pessoas que fazem com freqüência chamadas interurbanas. Cada concessionária oferece vantagens para conquistar o consumidor, que variam de descontos nos horários e dias da ligação, até escolha dos destinos preferidos.
Para a realização de ligações em cada um dos planos, é necessário fazer a contratação, adesão ou cadastramento junto à operadora.
A variação de preço para chamadas feitas de segunda a sexta-feira, no horário comercial, pode ser de até 90%.
A assessoria de imprensa do Idec lembra que, ao contratar um plano, o consumidor deve se atentar aos horários previamente acordados com a operadora. Caso faça ligações fora do estipulado, ele poderá pagar mais caro.