08 de julho de 2026
Ser

Minha história: 'Saudade é sentir que existe o que não existe mais' (Pablo Neruda)


| Tempo de leitura: 2 min

Eduardo

Esta foi a única maneira que encontrei para te homenagear, mesmo que você já não leia mais o jornal, como fazia todas as manhãs... Mesmo que você não sinta mais a emoção de todas as formas de se provar o amor.

Tudo começou no dia 3 de novembro de 2001, na cidade de Duartina, no Baile do Havaí. Éramos amigos há pouco tempo e naquela noite todos haviam arrumado companhia e quando nossos olhos se encontram, pudemos perceber que havíamos ficado só eu e você. Foi então que aconteceu nosso primeiro beijo. Parecia que nossas bocas haviam sido feitas sob medida, uma para a outra, e a paixão que ali nascia, nossos corpos se entregavam sem receio.

O tempo passou e continuamos a nos encontrar. Foi quando fizemos amor pela primeira vez. Aí pude perceber qual tão grande era diferença de fazer amor e fazer sexo simplesmente pelo prazer. Você me ensinou isso.

Ficamos juntos dois anos e meio e nunca namoramos porque eu não era a única na sua vida. Você até reclamava de si próprio, do modo como vivia saindo com várias mulheres, mas, no fundo, sabia que você não era de ninguém. Mas, apesar de sofrer muito quando te via saindo com outras meninas, quando você estava comigo, me sentia a mulher mais feliz do mundo...

Você me completava e eu era, pelo menos naquele instante, sua e você completamente meu.

Hoje, dois meses depois da sua morte naquele acidente horrível, sinto as reações do meu corpo pela sua falta... A minha alma vive em função de um relógio esperando a volta daquele seu sorriso, do toque suave de suas mãos.

Hoje, ainda me sinto viva porque, ao olhar para o céu, imagino que você seja a estrela mais bonita, e que daqui um tempo nos reencontraremos e brilharemos juntos, para os amores da terra. Adeus, meu amor!