08 de julho de 2026
Regional

Policial é assassinado em Cafelândia

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Cafelândia - O soldado da Polícia Militar Antônio Luiz Padovan, 52 anos, foi morto no último domingo com um tiro na cabeça. O crime ocorreu dentro da casa dele, no bairro Pena, em Cafelândia (83 quilômetros a noroeste de Bauru) por volta das 22h30.

Ele estava sozinho em casa e foi atingido pelas costas, provavelmente enquanto assistia a um programa de TV na sala, onde foi encontrado já sem vida.

O tiro foi dado atrás da orelha esquerda da vítima e atravessou a cabeça. A bala saiu próximo ao olho direito. Até o fim da tarde de ontem, a polícia ainda não tinha pistas do autor do crime.

Padovan havia se aposentado em setembro do ano passado, depois de quase 30 anos na Polícia Militar. A aposentadoria foi compulsória, pois nenhum policial pode permanecer na ativa após completar 52 anos.

De acordo com o tenente João Luiz, comandante da PM de Cafelândia, Padovan não tinha nenhum inimigo declarado que pudesse levantar suspeitas pelo crime.

No último dia 6, ele já havia sofrido um atentado, mas conseguiu escapar com vida. Na ocasião, ele foi atingido por um tiro de raspão também na cabeça, quando saía da casa da irmã, por volta das 3h30.

Ele não chegou a reconhecer o agressor. Disse apenas que era um homem e que acreditava tratar-se de uma tentativa de roubo.

Enquanto policial, o tenente João Luiz disse que Padovan sempre foi correto em suas ações. Mas, segundo ele, pode ter conquistado inimigos, mesmo que não declarados, por causa das muitas prisões que fez na cidade durante 15 anos. “Isso pode ter gerado algumas mágoas”, disse o tenente.

Segundo a polícia, nada foi levado do interior da residência, o que reforça ainda mais a suspeita de assassinato premeditado. Padovan foi encontrado caído do lado do sofá com a televisão ainda ligada.

Ele estava sozinho em casa. A mulher e o filho de 18 anos haviam saído. O soldado tem ainda um outro filho de 21 anos que mora em Itajaí (SC).

Depois da aposentadoria, Padovan começou a fazer “bicos”, inclusive na área de segurança, mas ultimamente estaria sem trabalhar, segundo comentou o tenente.

De acordo com o comandante da PM, a média de homicídio em Cafelândia é de dois por ano. O assassinato do soldado reformado foi o primeiro deste ano. Uma outra morte foi registrada, mas ocorreu em um acidente de trânsito.

O crime de domingo passado está sendo investigado pelo delegado Marcelo Cesar Muniz. O soldado foi enterrado anteontem, no cemitério municipal de Cafelândia.